BK Brasil sente shopping fraco e retomada é mais lenta que após 1ª onda da covid-19

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/08/2021

O comando do BK Brasil ainda sentiu o ambiente difícil de vendas — “desafiador” de abril a junho, nas palavras da direção — com vendas em shoppings abaixo do nível pré-pandemia, informou em teleconferência.

Na teleconferência, a empresa deu destaques a seus planos de abertura em lojas de rua, onde a concorrência é mais forte, e operação que sente menos a crise. Considerando pontos de rua e em shoppings, em julho as vendas alcançavam 93% do verificado de 1 a 15 de março de 2020 — antes do início do isolamento social. O número sente o efeito mais negativo dos pontos nos shoppings.

A taxa de 93% está acima da média entre o fim de janeiro e junho, mas abaixo do que a rede apurava após a última reabertura de pontos no comércio, no quarto trimestre de 2020 — quando o varejo retornou as operações após a primeira onda da covid-19.

Entre outubro e metade de dezembro, a venda chegou a superar a fase pré-crise (no início de dezembro foi 118% das vendas de 1 a 15 de março de 2020). Mas essa taxa não voltou a se repetir desde então.

“Foi um segundo trimestre mais desafiador, com as unidades [em praça de alimentação] 30% abaixo em nível de vendas versus antes da pandemia e lojas ‘free standing’ [de rua] acima”, disse o presidente Iuri Miranda.

A receita líquida no segundo trimestre, de R$ 568 milhões, foi 94% acima de 2020, em grande parte, uma alta que reflete o fato de a base ser muito fraca (as unidades da rede operavam com muitas limitações de abril a junho de 2020). Em relação ao mesmo período de 2019, há queda de 16% na venda, já que a receita foi de R$ 676 milhões naquele ano.

Apesar desse cenário negativo, a companhia disse que acredita numa retomada gradual das unidades em shoppings, com manutenção da venda pelo delivery e drive-thru. Miranda ainda destacou que há espaço para recuperação de valor de tíquetes e margem, e que a companhia vem conseguindo reduzir despesas com vendas mesmo com o avanço no volume de restaurantes desde 2019.

Sobre aberturas, ele afirmou que BK Brasil vai retomar inaugurações “de forma prudente”, ainda fora dos níveis que atingiu em 2019, de forma a proteger também caixa pelo cenário econômico ainda adverso. Mas informou que há plano de abertura de Popeyes para novos Estados no fim de 2021 ou início de 2022.

A respeito de negociação de aluguel com shoppings, Miranda disse que agora “está mais difícil”, do que em 2020, quando as operações estavam fechadas. “Agora com menos restrições, há um entendimento dos shoppings que há uma reabertura, mas não acho que vale aplicar a cobrança de aluguel mínimo ‘full’[…] ainda há restrições”, disse o CEO.

A respeito da proposta de acordo para associação com a Domino’s, a empresa diz que segue o calendário da transação, com assembleia de acionistas ainda a ocorrer, e que, caso os acionistas minoritários venham a apoiar a operação, está nos planos expandir produção de cozinha de Domino’s.

De abril a junho, o prejuízo do BK caiu de R$ 187 milhões para R$ 97 milhões.

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