País aumentou a área tratada com defensivos agrícolas em 8,7%

O produto que mais consome esse insumo é a soja

26/11/2021

País aumentou a área tratada com defensivos agrícolas em 8,7% c

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) informa que a área que recebeu defensivos agrícolas no Brasil nesta temporada, cresceu 8,7%, na comparação com o mesmo período do ano passado, informa o sie especializado Safras & Mercado.

Segundo a informação, receberam o tratamento 209,3 milhões de hectares 192,4 milhões de hectares no 3o trimestre de 2020. Crescimento significativo de 16,8 milhões ha. A soja foi quem recebeu a maior quantidade (32% do total), seguida por pastagem (20%), trigo (12%), milho (10%), cana (7%) e demais cultivos, segundo o texto de Safras.

Júlio Borges, presidente do Sindiveg, utiliza os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e diz que “esse resultado decorre de uma série de fatores, com destaque para o início do plantio de verão e o esperado aumento da safra 2021/2022, além da expectativa de preços firmes das principais commodities”. A Conab projeta uma safra de 288,6 milhões de toneladas, mais 14% da colheita de 2020/2021.

No terceiro trimestre foram aplicado 154,6 ml toneladas, 6,6% maior do que no mesmo período do ano passado. Mais 14% de fungicida, mais 12% de inseticidas e mais 7% de sementes. Os dados foram contratados pelo Sindiveg à Spark Consultoria Estratégica, diz Safras.  

Para a aplicação desse volume foram dispendidos US$ 1,7 bilhão, mais 21,7% na comparação com julho a setembro de 2020. Mais uma vez, o destaque é para a soja. Ela tem 26% do total gasto com as aplicações. À soja, seguem o milho, o trigo, o feijão e o algodão. O único produto agrícola que diminuiu o udo de defensivos é a cana-de-açúcar.

Júlio Borges acentua que “o uso de modernas tecnologias de proteção das culturas e controle de pragas é indispensável para o Brasil cumprir o seu papel de grande produtor e fornecedor global de alimentos, contribuindo para o aumento da oferta interna e das exportações agrícolas, além de maior geração de renda e de empregos no campo. A expectativa de crescimento da próxima safra é uma ótima notícia para todos os elos da cadeia produtiva, mas é importante destacar que o crescimento de área requer mais atenção dos agricultores aos desafios fitossanitários, que não são poucos e estão sempre se renovando”.

 

Da Redação.

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