Ovinocaprinocultura estrutura sua cadeia produtiva, desde criação à industrialização

Reunião que discute a estruturação da cadeia é feita na 23ª edição da Itaipu Rural Show, em Santa Catarina

10/02/2022

Ovinocaprinocultura estrutura sua cadeia produtiva, desde criação à industrialização Ovinocaprinocultura começa a estruturar sua cadeia produtiva (Foto: Arnaldo Mussi).

O Centro de Difusão de Tecnologias da Cooperitaipu discutiu a formatação de uma cadeia produtiva para a ovinocaprinocultura que precisa ser estruturada, durante a 23ª edição do Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, promovido pelo Sebrae, estado de Santa Catarina, e técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A informação é do sie especializado em proteína animal, CarneTec.

O assunto não é novo e vem sendo discutido há 8 meses pelos representantes de cada setor de toda a cadeia produtiva. O consultor do Sebrae/SC, Paulo Gregianin, tecnólogo em agronegócio, a proposta é mobilizar as lideranças para organizar os segmentos desse a produção à industrialização. Esse trabalho envolve técnicos, instituições, associações e entidades de classe.

O CarneTec informa que em Santa Catarina a ovinocaprinocultura tema em torno de 230mil animas e 10 mil produtores. Nos últimos anos, a produção nacional tem se concentrado no oeste do estado. Gregianin afirma em comunicado que “Nosso estado dispõe de cabanhas das principais raças de corte e é referência nacional na genética de leite”.

No estado de Santa Catarina, o Sebratec oferece tecnologias para as empresas do setor. Elas buscam eficiência no sistema produtivo e na reprodução dos rebanhos. Os resultados da aplicação de tais técnicas reduzem a taxa de mortalidade tanto em cordeiros como em caprinos e planeja a reprodução para atender à sara dos animais.

O Sebrae também se dedica ao Programa de Assistência Técnica e Gerencial para a ovinocultura de corte. Visitas técnicas e gerenciais feitas todos os meses gratuitamente aumenta a produção, a rentabilidade e a qualidade de ida do produtor rural. No ano passado, o programa atendeu 390 produtores em 67 municípios. Mais precisamente na região Oeste beneficiam os produtores de Xaxim e São Miguel do Oeste.

Para o empresário e prefeito de Lajeado Grande, Anderson Elias Bianchi, Santa Catarina tem vários projetos pontuais para o setor, mas o cenário atual revela que nos frigoríficos catarinenses são abatidos animais oriundos, principalmente, de outros estados.

O prefeito de Lajeado Grande, Anderson Elias Bianchi, diz que “isso comprova a necessidade de organizar rapidamente a cadeia produtiva e apresentar as dificuldades do setor para órgãos competentes. Já tivemos reuniões com empresários dos frigoríficos, com entidades e com a Secretaria de Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e o próximo passo é elaborarmos um projeto para a ovinocaprinocultura para que possamos trabalhar de maneira organizada e com uma governança ativa”,

Da Redação.

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