Brasil é responsável por 38% do mercado de carne bovina na China

Segundo especialistas, o mercado chinês deve consumir até 800 milhões de toneladas da proteína até 2025

31/08/2021

Brasil é responsável por 38% do mercado de carne bovina na China Mercado paulista do boi ordo está parado; cresce venda no atacado (Foto: Agência Brasil)

Os primeiros seis meses de 2021 o Brasil foi responsável por 38% da carne bovina consumida pelo mercado chinês, informa o site CarneTec. O levantamento é feito pelo Robobank.

O analista do Rabobank Brasil, Wagner Yanaguizawa, no podcast do banco Foco no Agronegócio, divulgado na segunda-feira (30), revela que “no ano passado, o Brasil já era o maior exportador de carne bovina pra China, representava cerca de 31% do total. Quando a gente olha os dados parciais, até julho deste ano, no acumulado, o Brasil já aumentou para 38%”.

Ele ressalta que as exportações de carne para a China estão no seu melhor momento para os países da América Latina. O motivo é o crescimento do consumo no mercado do país asiático.

Um dos motivos para o avanço na importação chinesa pode ser o reforçou nos controles sanitários na importação de carnes durante a pandemia. Com isso, diz CaneTec, houve uma redução substancial de compra de carne por canais “informais”. A fiscalização abriu ainda mais as portas para os países exportadores de carne bovina da América do Sul. Brasil, Argentina e Uruguai são responsáveis por 74% da carne bovina importada consumida na China, ainda segundo o levantamento do Rabobank.

“É uma participação muito forte, que deve se manter, principalmente esse tipo de demanda por carnes mais baratas, que é basicamente o tipo de carne que Brasil e Argentina ofertam pra China”, disse Yanaguizawa ao CarneTec.

O cenário fica melhor ainda quando “abre oportunidades também, em termos de entrada, para um maior acesso para cortes mais premiums. Vale lembrar que mesmo representando 74% de todo volume importado da China de carne bovina, em termos de faturamento, os outros 26% do volume, que são carnes mais premiums, têm um faturamento maior”, conclui.

O Rabobank estima que a China consumir 800 mil toneladas até 2025.

Da Redação.

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