28/03/2022 às 07h03min - Atualizada em 28/03/2022 às 11h06min

Frango tem alta de 23% em março e fica menos competitivo, informa o Cepea

A carne de frango tem forte alta e começa a perder competitividade em relação às outras carnes. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) o preço subiu 23% na Grande São Paulo, informa o site especializado em proteína animal, CarneTec.

Em nota, o Centro informa que “no mercado de frango, a demanda externa aquecida reduz a disponibilidade doméstica de muitos produtos, permitindo que vendedores elevem os preços, como forma de garantir margens positivas, devido ao alto custo de produção.”

Segundo o índice de preços Cepea/Esalq, o frango congelado em São Paulo subiu 23,7% no mês de março, até sexta-feira (25), chegando a R$ 7,51 o quilo. A carne de frango resfriada subiu 23,3%, ficando na última sexta-feira (25) a R$ 7,83º quilo, na mesma base de comparação.

Mesmo com baixas menos intensas, o Cepea informa que a carne de frango perdeu a competitividade verificada em relação a outras proteínas.

Na comparação com a carne bovina a relação se mantém. A menor disponibilidade de boi gordo sustenta os preços, mas a baixa demanda do mercado interno não deixa a carcaça casada voltar os preços acima dos patamares registrados para o animal para abate.

Outro setor que sofre vários impactos é o da carne suína. O cenário é de desaquecimento do consumo no mercado interno. Um dos motivos é a alta dos preços de produção, com a explosão dos valores nos custos de produção. São os insumos básicos, como o milho.

Em nota enviada ao CarneTec, o Cepea informa que "o poder de compra dos suinocultores de Santa Catarina e de São Paulo frente ao milho e ao farelo de soja aumentou nesta parcial de março em relação ao mês anterior. (...) Apesar dessa reação, o cenário atual ainda é o pior para um mês de março em toda a série histórica, iniciada em 2004”.

O CarneTec registra que “os preços dos suínos subiram entre o fim de fevereiro e o início de março, mas as cotações do milho e do farelo também avançaram, dificultando as operações dos produtores independentes.”

 

Da Redação


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