Preço real do botijão de gás é o mais alto deste século, aponta pesquisa

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05/10/2021

O preço nacional do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, atingiu a maior média mensal real (descontada a inflação) deste século em setembro, vendido a R$ 98,7 o botijão. No caso da gasolina, o preço médio por litro no país, de R$ 6,092, foi o maior, em termos reais, desde fevereiro de 2003.

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Os dados são do monitor de preços do Observatório Social da Petrobras (OSP), entidade de pesquisa ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), ao Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e ao Instituto Latino-Americano de Estudos Sócio-Econômicos (Ilaese).

O lançamento do monitor de preços do OSP ocorre num momento em que os preços dos combustíveis voltaram a entrar nos holofotes da pauta política de Brasília.

De acordo com o levantamento do observatório, o preço médio do GLP no Brasil, em setembro, corresponde a 9% do salário mínimo, o patamar mais elevado desde fevereiro de 2008.

Os dados mostram uma tendência de queda do valor do botijão em relação ao salário mínimo ao longo da maior parte do século XXI. A partir de 2006, a relação caiu para menos de dois dígitos, até chegar a 5,7% em janeiro de 2015. Nos últimos três anos, porém, ela se mantem acima dos 7%.

O monitor de preços do OSP toma como base o levantamento de preços de combustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O deflacionamento dos dados é calculado a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O observatório alega, com base nos dados do monitor, que o principal vilão do aumento dos preços dos combustíveis no país é a política de preços da Petrobras, alinhada ao preço de paridade de importação (PPI) desde 2016.

Em 2017, a Petrobras passou a reajustar o GLP mensalmente, em resposta às cotações internacionais. Em 2018, a estatal tentou reduzir o impacto da volatilidade sobre os consumidores e adotou reajustes trimestrais, com base numa média de 12 meses.

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