Guedes diz que “não dá muita bola” para o FMI e repete que organismo fez “lambança” com projeções

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12/08/2021

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, em reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que “não dá muita bola” para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ele disse conhecer os técnicos do organização há muito tempo e que eles gostavam de vir ao Brasil para “comer feijoada e goiabada”, enquanto propunham acordos que o país não cumpria.

O comentário foi feito quando o ministro abordou a taxa de crescimento econômico do Brasil. A previsão de expansão da economia do país, segundo ele, está acima da média da América Latina. Enquanto na região se fala em crescimento de 4%, no Brasil as projeções são de 5,5%, disse.

Na pesquisa semanal Focus, do Banco Central, divulgada na última segunda-feira, a mediana das expectativas do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro havia estabilizado em uma alta de 5,30%, após 15 semanas consecutivas de aceleração.

Guedes repetiu que o FMI fez uma “lambança” no ano passado com previsões do desempenho da economia brasileira: uma queda de 9,1%, quando o dado efetivo foi uma retração de 4,1%, afirmou.

“Extrema direita está sendo testada”

O ministro também voltou a dizer que democracia brasileira é “resiliente” e que, apesar do “nervosismo”, acredita no Brasil. “Falta um ano para as eleições, apesar desse nervosismo todo, vamos chegar lá”, afirmou.

“As instituições são resilientes. Alguns atores em todos os níveis de Poderes às vezes se excedem”, disse. “Às vezes é a mídia que se excede, não é normal chamar presidente de genocida.”

“A extrema esquerda, entre aspas, foi testada de um lado. Agora a extrema direita, do outro lado, está sendo testada”, comparou. Ainda sobre os governos anteriores, disse que a ex-presidente Dilma Rousseff fez seu trabalho “com muita dignidade”.

Segundo Guedes, os dois lados podem ter errado nos momentos em que houve desrespeito às diferentes visões de mundo.

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