Recaída do apetite por risco no exterior devolve dólar a R$ 5,25

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

26/08/2021

O dólar abriu a quinta-feira com avanços moderados, enquanto os juros futuros operam em viés de alta no fim da primeira hora de negócios. Agentes de mercado ponderam o viés negativo dos ativos de risco no exterior, à espera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, no evento de banqueiros centrais, Jackson Hole, amanhã, sem descuidar de riscos locais, como o hídrico e o fiscal.

Às 14h16, o dólar comercial subia 0,67%, saindo a R$ 5,2464 no mercado de câmbio à vista, após bater R$ 5,2584.

“O DXY [ICE Dollar Index, que compara o dólar a rivais fortes] está se estabilizando logo abaixo dos 93 pontos, após quatro dias consecutivos de baixa. Todos os olhos estão voltados para o simpósio de Jackson Hole do Fed de Kansas City, que começa hoje”, aponta o Brown Brothers Harriman.

De olho em Jackson Hole, os agentes financeiros se comportam em modo de espera, aguardando pelas observações de Powell. No centro das atenções estão possíveis sinalizações do comandante do Fed a respeito do processo de início de redução da compra de ativos (“tapering”, em inglês).

Nos juros futuros, as taxas tinham viés de alta, continuando o movimento observado ao longo das duas últimas sessões. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 subia de 6,73% no ajuste anterior para 6,745%; a do DI para janeiro de 2023 avançava de 8,45% para 8,46%; a do contrato para janeiro de 2025 variava de 9,41% para 9,42%; e a do DI para janeiro de 2027 seguia estável a 9,79%.

A Renascença DTVM aponta que, ao longo do dia, a curva de juros poderá ter um novo movimento de perda de inclinação, com redução das taxas de longo prazo.

“Ainda que o desempenho dos mercados globais nesta manhã e o desconforto com o cenário inflacionário do Brasil sejam fatores para manter pressionados os vencimentos de menor prazo da curva, não descartamos a hipótese de que a atuação do Tesouro Nacional em seu leilão de títulos públicos possa, mais uma vez, trazer sessão de alívio para os vértices longos”, diz a instituição.

O Tesouro voltou a antecipar a publicação do edital da oferta de títulos prefixados e optou por nova colocação enxuta de papéis. Serão ofertados 450 mil de Letras do Tesouro Nacional (LTN), papéis prefixados de curto prazo, distribuídos igualmente entre os vencimentos de abril de 2022, julho de 2023 e janeiro de 2025; e 100 mil de Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F), prefixados longos, para janeiro de 2027 e janeiro de 2031.

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