Preços de carnes de frango e suína podem subir sem desoneração da folha

Sem a prorrogação, os custos de produção do setor devem aumentar, agravando o quadro inflacionário que já afeta os preços de carnes no país.

10/11/2021

Preços de carnes de frango e suína podem subir sem desoneração da folha Preços ao consumidor da carne de frango, da carne suína e seus subprodutos poderão subir. (Foto: Agência Brasil)

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse na terça (09) que os preços ao consumidor da carne de frango, da carne suína e seus subprodutos poderão subir caso não ocorra a aprovação da prorrogação da desoneração da folha de pagamento.

Sem a prorrogação, os custos de produção do setor devem aumentar, agravando o quadro inflacionário que já afeta os preços de carnes no país, segundo a entidade.

“No início da pandemia, nosso setor produtivo, considerado essencial à estabilidade social, foi convocado a manter a produção. Em resposta, incrementamos a oferta de alimentos e o consumo per capita de produtos avícolas e suinícolas cresceu. Agora, o quadro poderá ser inverso, com mais altas nos alimentos caso não ocorra a prorrogação da desoneração”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota.

A proposta para prorrogação do modelo de Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta (CPRB), a chamada “desoneração da folha de pagamento”, para 17 setores da economia até 2026 está sendo avaliada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

A CPRB está em vigor desde 2011, quando foi aprovada para estimular a geração de emprego e renda em cadeias produtivas de setores intensivos em mão de obra. Caso não seja prorrogada, a desoneração da folha terminará no fim deste ano.

“É importante ressaltar que todos estes setores já recolhem impostos. Não se trata de isenção de contribuição e, sim, de um programa que incentiva a criação e a manutenção de empregos pelo país”, disse Santin.

A não renovação da medida poderá levar à imediata suspensão das contratações pelo setor produtivo, segundo o presidente da ABPA.

“Apenas no ano passado, contratamos mais de 20 mil trabalhadores, que se somaram aos cerca de 500 mil colaboradores diretos em nossas fábricas. Com o aumento dos custos e a perda de competitividade, não teremos como manter o ritmo de contratações, e ainda corremos o risco de demitir em meio à esperada retomada econômica”, disse Santin.

Fonte: CarneTec Brasil

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