Geadas elevam preços dos produtos hortifruti em mais de 50%

Tomate, cenoura e alface foram culturas mais afetadas, segundo Conab

17/08/2021

Geadas elevam preços dos produtos hortifruti em mais de 50% Cenoura e tomate ficaram 50% mais caros com as geadas (Foto: Divulgação)

As baixas temperaturas e consequentes geadas que se espalharam pelo país prejudicaram a produção e oferta de cenoura e tomate e o preço no atacado chegou a crescer 50% em cinco estados. De acordo com o 8º Boletim Prohort, levantamento feio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços dos produtos comercializados nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) encerraram o mês de julho com ata de 11,2%. O índice reflete os efeitos das fortes geadas no Sul e no Sudeste, e parte do Centro-Oeste.

Além do tomate e cenoura, a alface também teve expressivo impacto nos preços nos mercados atacadistas, em função das ocorrências climáticas. Os preços foram pesquisados nas Ceasas.

As maiores variações do tomate e da cenoura foram constatadas em Vitória, com 51% e 64,57%, respectivamente. Em Curitiba a alface foi comercializada com um aumento no índice de 62,94%.

A cenoura, uma raiz, além das baixas temperaturas, há um intervalo entre a cultura de verão, que terminou, e a do inverno, que está no início. A queda na oferta do produto foi de 10% em julho e de 6% comprado ao mesmo período do ano passado. Em agosto os preços melhoraram, mas continuam altos em relação a julho.

As temperaturas atrasaram a colheita do tomate. Por isso, ele deve continuar caro no mercado atacadista. A oferta caiu muito. O produto também não escapou dos estrados da geada.

Na contramão estão a cebola e a batata. Elas apresentaram redução nos preços em julho. A queda está ligada a intensa produção de bulbos em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Em Pernambuco, a manutenção da boa oferta, provocou queda em todos os mercados. Por isso, até meados de julho, o movimento de preços foi de queda nos mercados. As geadas não prejudicaram as lavouras, mas atrapalharam a colheita e o atraso deve refletir nos preços ainda em agosto.

No acumulado do ano, no entanto, mantém uma queda de 8,4%. A expectativa de reaquecimento é a volta as aulas e a perspectiva de aumento da demanda.

Frutas

“O clima frio também impactou nos preços de comercialização das frutas”, informa a Conab. No geral, houve uma elevação uniforme dos preços. Mas há exceções, a depender do local de comercialização. A oferta do mamão Formosa foi menor por causa do frio e da entressafra. Os preços, portanto, permanecem bons, embora a demanda esteja fraca. O mamão papaya seguiu a lógica, segundo a Conab. “Com a diminuição da oferta, mesmo a uma taxa menor”.
O preço da banana oscilou bastante. A demanda do varejo está menor. Há uma intensificação na colheita da banana Prata e uma diminuição da Nanica.

Da Redação

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