Etanol e açúcar têm alta nos preços em março, informa a Conab

A informação é da Conjuntura sobre Cana-de-Açúcar, que detectou a variação após preços em queda em janeiro e fevereiro.

01/04/2022

Etanol e açúcar têm alta nos preços em março, informa a Conab Açúcar e etanol aumentam de preço em março, segundo a Conab (Foto: Divulgação)

Depois de quedas nos dois primeiros meses do ano, o açúcar voltou a se valorizar em março. A revelação é da Companhia Nacional de Alimentos (Conab) em sua conjuntura mensal sobre cana-de-açúcar. A alta é o impacto do cenário externo e influenciado pelo aumento das cotações do petróleo. A safra da cana-de-açúcar de 2022/2023 deve mudar esse cenário. A perspectiva é boa e pode encher o mercado com a matéria prima, derrubando preços. Tem ainda, segundo a Conab, a valorização do Real frente ao dólar.

A Conab também destaca a alta do etanol diante dos aumentos do barril do petróleo e a melhora na competitividade do biocombustível em relação à gasolina. O fim da epidemia também é um fator que pode levar ao fortalecimento do consumo, estima a Companhia.

Fábio Costa, analista da Conab, diz que “apesar da valorização do etanol na semana passada, segundo os dados da ANP, o preço médio do etanol ainda se mantém mais competitivo do que o da gasolina nos principais estados produtores”.

Exportações

A venda de açúcar para o mercado externo nos onze meses da safra 2021/22 alcançou cerca de 24,5 milhões de toneladas, uma redução de 18,8% na comparação com igual período do ciclo anterior. Queda também para as exportações de etanol. No caso do biocombustível a redução chega a 41,4% no acumulado dos onze meses da safra 2021/22. De acordo com a análise da Conab, o menor volume de venda para o mercado externo é explicado pela quebra da produção na temporada e por problemas logísticos no transporte marítimo internacional.

Segundo estimativa da Companhia, a produção de cana-de-açúcar no Brasil deve ser de 568,4 milhões de toneladas na safra 2021/22, uma queda de 13,2% na comparação com a produção de 654,5 milhões de toneladas do ciclo anterior. Essa redução se deve à uma menor área cultivada aliada a uma menor produtividade dos canaviais em razão da seca e das geadas do último inverno.

Da Redação, com Conab

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