Empresários da construção estão mais confiantes em agosto, revela FGV

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

26/08/2021

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), subiu 0,6 ponto em agosto, para 96,3 pontos, nível idêntico do observado em março de 2014. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 3,0 pontos, a terceira alta consecutiva.

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“Os empresários da construção ajustaram suas expectativas de melhoria contínua dos negócios. Não ficaram pessimistas – o indicador de expectativas (IE) recuou no mês para o nível de neutralidade – e ainda estão otimistas com a demanda dos próximos meses. A evolução da atividade se mantém como destaque positivo. O Indicador alcançou o melhor resultado desde dezembro de 2012, puxando também as perspectivas sobre novas contratações. Vale notar que a percepção predominante voltou a ser de que o cenário atual é melhor que o de antes da pandemia, corroborando as projeções de retomada do setor”, avaliou Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV Ibre.

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Neste mês, o resultado positivo do ICST decorre exclusivamente da melhora da satisfação dos empresários em relação à situação corrente. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 2,5 pontos, para 91,9 pontos, maior nível desde dezembro de 2020 (92,4 pontos). Contribuíram para esse resultado o indicador de situação atual dos negócios que subiu 2,1 pontos, para 90,4 pontos, e o indicador de carteira de contratos que subiu 2,9 pontos, para 93,5 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 1,3 ponto, para 100,9 pontos, após três altas consecutivas. A queda IE-CST foi influenciada exclusivamente pela piora do indicador tendência dos negócios que caiu 3,1 pontos, para 98,9 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção cedeu 0,6 ponto percentual (p.p.), para 73,1%. O Nuci de Mão de Obra diminuiu 0,9 p.p, para 74,3%, enquanto que o Nuci de Máquinas e Equipamentos aumentou 0,5 p.p, para 67,1%.

A despeito da alta, a confiança setorial se mantém em abaixo do nível considerado neutro de 100 pontos. No entanto, na comparação com agosto de 2019, um ano em que o setor já ensaiava uma recuperação, há um crescimento de 8,7 pontos. Intersetorialmente, o destaque é o segmento de Obras de Acabamento, que continua sendo beneficiado pela onda de reformas. “O segmento de Preparação de Terrenos, que é antecedente do ciclo de obras, também se sobressai, tanto no nível do indicador de confiança, quanto no avanço em dois anos, corroborando a percepção de retomada setorial”, observou Ana Castelo.

A pesquisa coletou informações de 604 empresas entre os dias 2 e 24 de agosto. A próxima Sondagem da Construção será divulgada em 27 de setembro.

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