Em discurso na ONU, Biden diz que não busca “nova Guerra Fria” contra a China

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

21/09/2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta terça-feira (21) que seu governo não busca iniciar uma “nova Guerra Fria”. Embora não tenha citado diretamente a China, a declaração foi feita em um momento de crescentes tensões diplomáticas com Pequim.

  • Leia mais:
  • Em discurso na ONU, Bolsonaro defende liberdade para “utilizar terras para agricultura”
  • Bolsonaro mentiu ‘do começo ao fim’ em discurso da ONU, diz relator da CPI
  • Análise: Pandemia ficou para o fim num discurso defensivo e negacionista

“Não estamos buscando, vou repetir, não estamos buscando uma nova Guerra Fria ou um mundo dividido em blocos rígidos”, disse Biden discurso na Assembleia Geral da ONU, o primeiro desde que assumiu o poder.

Biden discursou na ONU após o anúncio de um pacto militar com a Austrália e o Reino Unido para conter a expansão da China na região do Indo-Pacífico. O acordo, que prevê a construção de uma frota de submarinos com propulsão nuclear para os australianos, foi criticado não só por Pequim, mas também pela França, que perdeu um contrato bilionário com o governo de Scott Morrison.

Sobre as atuais tensões diplomáticas globais, o presidente americano afirmou que os EUA estão preparados para colaborar com todos os países, mesmo aqueles com os quais há grandes divergências, e fez tentou fazer acenos aos aliados europeus.

Mas Biden também enviou recados a Pequim ao exaltar defensores dos direitos humanos, citando a situação na província de Xinjiang, onde há denúncias de que as autoridades chinesas reprimem a minoria muçulamana uigur. Em outro momento, disse defender a liberdade de navegação e pediu regras claras para o ciberespaço, dois temas em que há conflito entre os países.

Biden afirmou que o mundo vive um “ponto de inflexão” e que a comunidade internacional precisa, mais do que nunca, de colaboração para enfrentar suas múltiplas crises, entre elas a pandemia de covid-19 e as mudanças climáticas.

Aos líderes presentes na ONU, Biden afirmou que os principais problemas globais, como a covid-19, não podem ser resolvidos com a força militar. Ele usou a saída americana do Afeganistão para indicar que os EUA iniciarão a partir de agora uma “nova era de diplomacia implacável”, apostando no multilateralismo e no aprofundamento das parcerias com seus principais aliados.

“Em vez de continuar a lutar nas guerras do passado, estamos fixando nossos olhos e dedicando nossos recursos aos desafios que serão as chaves para o nosso futuro”, disse Biden, que descreveu a pandemia de covid-19 e as mudanças climáticas como “crises urgentes em que existem enormes oportunidades”.

No discurso, Biden prometeu trabalhar com o Congresso para dobrar o financiamento dos EUA para ajudar países em desenvolvimento a implementar medidas de combate ao aquecimento em global.

Em abril, durante uma cúpula sobre o clima convocada pela Casa Branca, ele já havia elevado esse montante para US$ 5,7 bilhões, valor que faz parte da meta coletiva de US$ 100 bilhões definida pela comunidade global.

Biden também revelou que anunciará novos compromissos dos EUA para a luta contra a covid-19 amanhã, quando líderes que estão na ONU se reunirão em um encontro convocado pelo governo americano, para discutir novos esforços para combater a pandemia.

O presidente americano reiterou o compromisso dos EUA de impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. No entanto, afirmou que está disposto a respeitar o acordo nuclear assinado em 2015, abandonado por Donald Trump, se os iranianos fizerem o mesmo.

Categorias:

Tags:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *