Dólar comercial e juros futuros recuam em dia de ata do Copom e IPCA

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10/08/2021

Os juros futuros operam em queda nesta terça-feira, repercutindo os sinais dados pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e avaliando também os números mais recentes da inflação ao consumidor brasileiro em julho. Enquanto isso, o dólar comercial tem leve oscilação, reagindo às perspectivas de política monetária mais restritiva, os riscos fiscais latentes no âmbito doméstico e o cenário externo de tendência de ganhos da divisa.

Pouco depois de 11h30, o dólar comercial cedia 0,18%, para R$ 5,2387, e a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caía de 6,52% no ajuste anterior para 6,515%; a do DI para janeiro de 2023 recuava de 8,22% para 8,15%; a do contrato para janeiro de 2025 tinha baixa de 9,12% para 9,10% e a do DI para janeiro de 2027 diminuía de 9,51% para 9,50%.

Segundo Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Fibra, a ata do Copom mostra um compromisso inequívoco do Banco Central com a ancoragem da inflação nas metas no horizonte relevante, mas não indica aceleração do ritmo de alta da Selic de 1 ponto percentual para 1,25 ponto nem uma Selic “muito acima de 7%”.

“Esta ata não permite uma interpretação de que o BC vê tanta necessidade de juros muito acima de 7%, porque com 7% ele já vê a sua inflação convergindo para a meta nas suas projeções. E o mercado já estava colado na precificação de 1,25 ponto para o Copom em setembro. Então, essa postura do BC de não sinalizar uma aceleração do ritmo de alta tende a fornecer alguma retirada de prêmio da ponta curta”, aponta Oliveira.

Também vale pontuar a divulgação do IPCA de julho, que avançou para 0,96%, de 0,53% em junho, em linha com as expectativas do mercado, de 0,95%. Foi a maior taxa para o mês desde 2022. Em 12 meses, o IPCA subiu 8,99%, acima dos 8,98% esperados, o maior nível desde maio de 2016 — bem acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em 2021, de 5,25%.

De acordo com análise de Tatiana Nogueira, economista da XP, a inflação de serviços, monitorada de perto pelo BC por se tratar de fator com capacidade de criar desancoragem das expectativas de inflação no horizonte relevante, sofreu aceleração em linha com as expectativas. Os núcleos da inflação, por sua vez, continuam em patamar elevado, dinâmicas que, em ambos os casos, não surpreenderam. No entanto, “a leitura da inflação não mudou e continua desafiadora”, pontua Tatiana.

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