Dasa já bateu meta de aquisições deste ano, mas vai continuar consolidação

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

13/08/2021

A Dasa já bateu a meta de aquisições deste ano, mas continuará em seu processo de consolidação, segundo Pedro Bueno, presidente da companhia.

Bueno afirmou ainda, durante teleconferência para analistas e investidores, não acreditar que os múltiplos das transações do setor aumentem e que sua percepção é baseada nas últimas transações da Dasa e dos concorrentes que não apresentaram valores acima da média.

  • Leia mais: Dasa compra clínicas de oncologia por R$ 750 milhões

Na quinta-feira (13), o Cade aprovou a aquisição do Leforte, cuja operação foi de R$ 1,7 bilhão, e o closing deve ocorrer no fim de setembro.

A companhia estima que as aquisições dos hospitais Carmo, no Rio, e Innova, no ABC Paulista, vão gerar mais de 20% de sinergias.

Programa de opções de ações

A empresa estima que o programa de opções de ações (“stock options”) se mantenha na casa dos R$ 65 milhões.

No segundo trimestre, a companhia teve um impacto de R$ 482,8 milhões na linha de stock options devido à readequação do valor da ação definido na oferta de “reabertura” de capital e às outorgas dos programas de 2016 e 2017.

  • Leia mais: Pedro de Godoy Bueno conta como foi chegar à presidência da Dasa aos 24 anos

No programa de 2016, o valor base do papel era de R$ 10,50, montante definido na oferta pública de ações (OPA). Atualmente, o papel da Dasa está em 54,92.

“Foi revertido tudo, os cinco anos, por isso houve esse impacto relevante”, explicou Bueno.

A linha de stock option impactou os indicadores de lucro da companhia no segundo trimestre. O Ebitda ficou em R$ 24,9 milhões, queda de 79,2%.

Desconsiderando esse impacto e de não recorrentes de R$ 83,5 milhões de gastos com aquisições, o Ebitda ajustado é de R$ 591,3 milhões, com margem de 22,7%. No mesmo período de 2020, o Ebitda ajustado foi negativo em R$ 79,4 milhões devido à queda de procedimentos médicos com a pandemia.

Resultados

A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 120,6 milhões no segundo trimestre de 2021, resultado que representa uma queda de 16,9% em relação ao prejuízo líquido de R$ 145,3 milhões apurado no segundo trimestre de 2020, segundo dados divulgados na noite desta quinta-feira (12). Os dados são os atribuídos aos acionistas controladores e não são ajustados.

A receita operacional líquida da companhia ficou em R$ 2,60 bilhões no segundo trimestre de 2021, um avanço de 102,8% em relação à receita de R$ 1,28 bilhão no mesmo período de 2020.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *