Carne suína passa a ser competitiva no Brasil; porém, consumo interno é baixo

Estudo do Cepea/Esalq mostra que a variação de preços das outras proteínas é a responsável

12/10/2021

Carne suína passa a ser competitiva no Brasil; porém, consumo interno é baixo Carne suína passa a concorrer pelo mercado de carne no Brasil (Foto: Agência Brasil)

As variações nos preços das carnes produzidas no Brasil colocam a carne suína entre as mais competitivas, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq.

Embora tenha perdido 1% do valor em setembro, a carne bovina perde 0,2% e a de frango aumenta 3,2%. Com isso, a carne suína ganhou competitividade frente à carne bovina e aproximou dos preços da avicultura nacional.

O Cepea informa que “comparando-se a carcaça especial suína com a carcaça casada bovina, ambas comercializadas no atacado da Grande São Paulo, o valor do produto suíno esteve 10,04 Reais/kg abaixo do da concorrente em setembro” e que essa diferença é 0,7% maior que a observada em agosto e duas vezes a registrada em setembro de 2020”, informa.

O consumo no mercado interno está fraco. Com baixa demanda a indústria pressiona as cotações. Ainda segundo o Cepea, “na média de setembro, a carcaça especial foi negociada a R$ 9,97 o quilo na Grande São Paulo, quedas de 1% frente ao mês anterior e de 14,7% em relação a de setembro/ de 2020, em termos nominais”.

O Cepea lembra que a carne bovina teve alta na primeira quinzena de setembro e queda na segunda. Queda de 0,2%. No entanto, maior do que a registrada no período, que foi de 21,5% acima da verificada em setembro de 2020.

O frango tem vendas impulsionadas por ser considerada a proteína animal “mais em conta”. “No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro resfriado se valorizou 3,2% em setembro, com média de R$ 8,23/kg e avanço nominal de 45,9% frente ao observado no mesmo mês de 2020, registra Cepea/Esal/USP.

Da Redação.

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