Notificação de Peste Suína Africana no Haiti coloca Brasil em alerta de prevenção

Setor estatal e privado se juntaram para evitar que a doença volte ao país 40 anos depois do último caso

22/09/2021

Notificação de Peste Suína Africana no Haiti coloca Brasil em alerta de prevenção A confirmação da Peste Suína no Haiti faz Brasil e a América Latina iniciarem protocolo preventivo (Foto: Divulgação)

A chegada da Peste Suína Africana (PSA) confirmada pelo governo do Haiti acendeu o sinal entre os produtores brasileiros. A Associação Brasileira de Proteína Anima (ABPA) colocou o setor em alerta em campanha de prevenção à doença no território nacional. A informação da ABPA é desta terça-feira (20), segundo o CarneTec.

O Haiti, localizado na Ilha Hispaniola, nas Grandes Antilhas, Caribe, faz divisa com o único país que ocupa o mesmo território: a República Dominicana. Os primeiros casos foram registrados no final de julho, segundo o governo local.

Embora seja uma ilha e isso reduz a possibilidade de transmissão da doença por via terrestre o surgimento da doença tão próxima ao Brasil coloca toda a América Latina apreensiva, diz a ABPA. Np Brasil há uma mobilização dos setores públicos e privados que estão promovendo ações preventivas.

A Associação inicia uma campanha intensa em vários idiomas (português, inglês, espanhol, francês e crioulo) nas redes sociais voltada para associados, empresas produtoras e fornecedoras da cadeia produtiva na tentativa de alcançar a todos e evitar a instalação da doença no território nacional.

O Grupo Especial de Prevenção à Peste Suína Africana (Gepesa) da ABPA, se juntou ao inistério da Agricultura e Abastecimento (MAPA). Segundo nota de Sulivan Alves, da diretoria técnica da ABPA, “o Ministério da Agricultura se adiantou à pauta e intensificou a inspeção nos principais portos [e aeroportos] de entrada do país, impedindo a entrada de produtos cárneos. Indo além, o Mapa estabeleceu uma legislação ainda mais restritiva à entrada destes produtos, assinou um convênio interpaíses de emergencialidade para a prevenção de PSA e instalou uma campanha nacional que ampliou a conscientização, em um esforço que contou com a ABPA, os auditores fiscais e outras entidades do setor”.

O movimento se prevenção contra a doença, que dizimou o rebanho chinês a partir de 2015, colocou toda a América Latina em estado de atenção. O grupo #TodosContraLaPPA mantém intercâmbio de informações entre os seus 21 associados, numa rede continental de prevenção.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, a partir dos primeiros surtos globais na Ásia lidera o setor na busca de um plano preventivo de contingência para o setor forte exportador de carne suína o Brasil.

Em nota, Santim diz que “embora os cuidados estejam intensificados sobre esta doença, nada mudou e seguimos nas mesmas condições de antes, livres da enfermidade. Nosso objetivo é preservar o rebanho e, indo além, o papel econômico e social do setor produtivo como gerador de empregos, divisas e segurança alimentar para o país. Não estamos poupando esforços para preservar o nosso status sanitário. E sempre é bom lembrar que a doença não tem impacto sobre a saúde humana”.

Faz 40 anos que o Brasil não registra a doença. O último caso foi registrado na década de 1980.

Da Redação.

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