O agronegócio brasileiro empregou 28,2 milhões de pessoas em 2024, número que representa um crescimento de 1% em relação ao ano anterior e aproximadamente 278 mil novos trabalhadores incorporados ao setor. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o agro responde por 26,02% do total de ocupações no país.
O aumento foi impulsionado principalmente pelos segmentos de insumos (+3,6%), agroindústria (+5,2%) e agrosserviços (+3,4%). Dentro da agroindústria, destacaram-se as contratações nos setores de abate de animais, fabricação de massas e alimentos, móveis de madeira e moagem de grãos. Esse cenário também gerou maior demanda por serviços especializados, aquecendo ainda mais o mercado de trabalho no setor.
Por outro lado, o segmento primário registrou queda na ocupação, com retração de 3,7% no número de trabalhadores, equivalente a uma perda de 302 mil postos. A redução foi puxada pela diminuição da mão de obra na agricultura (-3,1%) e na pecuária (-4,7%).
O perfil dos trabalhadores do agronegócio também passou por mudanças. O setor teve um aumento na participação de empregados formais, profissionais com maior nível educacional e mulheres. Além disso, os rendimentos médios dos trabalhadores cresceram 4,5% em 2024, superando o avanço do mercado de trabalho geral (4,0%). Já os empregadores e trabalhadores autônomos do agronegócio tiveram aumentos salariais abaixo da média nacional.