Fundecitrus: cresce a incidência da podridão-de-ramo nos pomares de citros
POR ESTADÃO CONTEÚDO
02/04/2025 15h16 - Atualizado há 19 horas
São Paulo, 2 - A maior incidência da podridão-de-ramo nos pomares de citros no cinturão citrícola do País, sobretudo no Sudeste, tem preocupado produtores, informou nesta quarta-feira, 2, o Fundecitrus, em nota. Segundo o comunicado, o principal motivo da maior disseminação da doença é o estresse ao qual as plantas de citros foram submetidas no primeiro bimestre, com excesso de calor, períodos de seca acentuados e ataque de outras doenças, como greening.
A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, conhecidos como "fungos Bot", que incluem Lasiodiplodia e Dothiorella, diz o Fundecitrus. "Eles podem permanecer na planta sem causar danos, mas se tornam patogênicos quando a árvore entra em situação de estresse", diz a nota.
Os fungos Bot provocam podridão nos ramos, pedúnculos e frutos, além de rachaduras na casca dos ramos e, em casos severos, parte da copa ou toda ela pode secar. Há também exsudação de goma, especialmente em tecidos mais jovens.
Segundo o pós-doutorando do Fundecitrus, Thiago Carraro, o fator que mais tem favorecido a ocorrência da doença nos pomares paulistas é o estresse térmico e hídrico. "Tivemos um período de altas temperaturas e déficit hídrico em fevereiro e março deste ano, o que deixou as plantas bastante afetadas", diz, na nota. "Em algumas situações, além das questões climáticas, as plantas também estavam com outras doenças, o que as deixaram vulneráveis à infecção pelos fungos Bot."
O pesquisador Geraldo Silva Junior, do Fundecitrus, explica ainda que, com as chuvas, o ambiente ficou úmido e propício para a multiplicação dos fungos, que "infectaram e colonizaram os tecidos das plantas e os sintomas foram observados".
Segundo ele, essa dinâmica também tem ocorrido em algumas safras nos meses de setembro e outubro, períodos nos quais a ocorrência da doença pode aumentar.
Para reduzir os impactos das podridões de fungos Bot, o manejo da doença requer a integração de práticas culturais, controles químico e biológico e mitigação de estresses, que pode ser feito com protetores solares para redução da temperatura. O citricultor deve realizar também o manejo adequado das outras doenças.
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO
FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO