A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou faturamento de R$ 43,3 bilhões no primeiro bimestre de 2025, um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (2) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), marca a primeira alta do setor após três anos consecutivos de retração no início do ano.
A recuperação foi impulsionada pelo aumento da demanda por máquinas voltadas à fabricação de bens de consumo, ao agronegócio e à construção civil. Apesar do bom desempenho interno, as exportações do setor totalizaram US$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre, registrando uma queda de 10% na comparação com o mesmo período de 2024.
Os segmentos mais afetados foram o de máquinas para construção (-25,4%), para a indústria de transformação (-12,3%) e de componentes (-10,5%). A principal retração ocorreu na América do Norte (-26,8%), com quedas expressivas nos Estados Unidos (-26,8%), no México (-30,6%) e no Canadá (-13,1%).
Por outro lado, houve um crescimento de 12,4% nas exportações para a América do Sul, com destaque para a Argentina, que ampliou as compras em 73,4%, especialmente em máquinas agrícolas e para construção civil.
"Com esses resultados, a América do Sul voltou a ser o principal destino das máquinas nacionais, adquirindo 35,5% de todas as máquinas e equipamentos exportados pelo Brasil", destacou a Abimaq em nota.
O setor segue atento ao cenário internacional, especialmente diante das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, que podem impactar ainda mais as vendas externas nos próximos meses.