Os preços da soja no Brasil exibiram movimentos mistos na quinta-feira (20), o, refletindo a volatilidade presente tanto no mercado interno quanto na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Segundo a consultoria Safras & Mercado, observou-se o alargamento do spread entre compradores e vendedores em algumas praças – enquanto no porto os compradores cotavam a soja entre R$132 e R$133, os vendedores buscavam R$137 a R$138. O dia, marcado por poucas operações relevantes, evidenciou um cenário de cautela entre os agentes do setor.
No cenário nacional, as cotações registradas indicam oscilações variadas em diferentes regiões. Em Passo Fundo (RS), o preço caiu de R$128 para R$127, enquanto em Santa Rosa (RS) houve recuo semelhante, de R$129 para R$128. No Porto de Rio Grande (RS) os valores se mantiveram em R$133, e em Cascavel (PR) a soja teve ligeira queda, passando de R$129 para R$128. Já em Porto de Paranaguá (PR) os preços se fixaram em R$134. Por outro lado, em Rondonópolis (MT) a cotação subiu de R$115 para R$115,50, em Dourados (MS) de R$117 para R$117,50, e em Rio Verde (GO) os valores avançaram de R$111 para R$113.
No mercado internacional, os contratos futuros de soja em Chicago fecharam o dia com preços mistos, após quatro sessões consecutivas de perdas. A tentativa de recuperação técnica não conseguiu contornar a indefinição sobre as tarifas do governo Trump, o desempenho fraco das exportações semanais e a ampla oferta sul-americana. Investidores aguardam o relatório de intenção de plantio nos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31, para definir suas próximas movimentações.
Além das oscilações de preço, as dinâmicas do comércio internacional também chamam atenção. As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram forte crescimento nos dois primeiros meses de 2025 – um aumento impulsionado pelas incertezas em torno de tarifas mais altas, o que desencadeou uma corrida às compras. Em contraste, as importações brasileiras de soja caíram 48,4% no acumulado do ano, reflexo do atraso no plantio e de uma colheita mais tardia, o que abriu espaço para o produto norte-americano no mercado chinês.