Venda no varejo tem em agosto primeira queda em 6 meses na comparação anual

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

06/10/2021

A queda de 4,1% do comércio varejista restrito em agosto de 2021, frente a agosto de 2020, é a primeira na comparação anual desde o último mês de fevereiro, mostram os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o movimento reflete a base de comparação elevada – como agosto de 2020 já apontava uma reação do varejo -, mas também tem efeito da inflação, que afetou especialmente o setor de hipermercados e supermercados.

  • Leia mais:
  • Varejo restrito cai 3,1% em agosto, após forte revisão de julho, diz IBGE
  • Venda no varejo caiu em agosto por inflação, renda e base de comparação forte, diz IBGE

Fevereiro deste ano era a comparação com o “mundo pré-pandemia” no dado anual, disse. “Agosto é o primeiro indicador negativo da comparação com a pandemia. Tem a ver com as diferenças de consumo após o pior momento. A recuperação foi muito rápida no comércio varejista e já foi sentida nos dados de agosto de 2020, que vai culminar com o patamar recorde em outubro e novembro de 2020. Se até julho essa base era bastante baixa, em agosto de 2020 reverte e fica mais baixa”, afirma ele.

Para além da base elevada, a inflação também teve impacto nesse resultado, de acordo com Santos, principalmente em função dos resultados de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 4,6%, e de móveis e eletrodomésticos, com perda de 19,8%.

Na queda de 4,1% do comércio em agosto, frente a igual mês de 2020, o impacto foi de -2,2 pontos percentuais de hipermercados e supermercados e de -2,3 pontos percentuais de móveis e eletrodomésticos. As duas únicas atividades com contribuição positiva nessa comparação anual – e que evitaram uma queda superior aos 4,1% – foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6 ponto percentual) e tecidos, vestuário e calçados (0,1 ponto percentual).

“As maiores influências na comparação interanual vieram de móveis e eletrodomésticos e de hipermercados e supermercados. São as duas atividades em que foi concentrado o consumo naquele momento e também se vê agora um efeito do fenômeno inflacionário”, diz ele.

Categorias:

Tags:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *