Há 15 anos sem registros de febre aftosa, SC é o maior estado exportador brasileiro de suínos

Com apenas 1,12% do território nacional, também é o segundo maior produtor de carne de frango

30/05/2022

Há 15 anos sem registros de febre aftosa, SC é o maior estado exportador brasileiro de suínos Santa Catarina é responsável por 1/4 das exportações de frango e aumentaram 51,7% nos embarques de suínos (Foto: Divulgação)

Santa Catarina é o maior exportador de carne suína, o segundo na produção de frango e o quarto na de leite, com apenas 1,12% do território nacional. Segundo a Revista Globo Rural, o estado alcançou esse status por ser o único no Brasil considerado há 15 anos território livre para a febre aftosa sem vacinação, desde o dia 25 de maio, certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), da Organização das Nações Unidas (ONU) e, por isso, tem acesso aos mercados mais exigentes do mundo.

Segundo os dados registrados desde o primeiro ano em que foi declarada área sem a doença, 2006, as vendas de carne suína saltaram de embarques de 184 mil toneladas para 578,52 milhões e as receitas passaram de US$310 milhões para US$1,4 bilhão. Um crescimento de 51,7% nos embarques e de 53,4% nas receitas. Dados de 2021.

Os embarques de carne de frango também cresceram, atingindo 1,03 milhão de toneladas em 2021, com receita de US$1,84 bilhão, alta de 22,8% em relação ao ano anterior. O Estado foi responsável por 24,5% do valor das exportações brasileiras dessa proteína.

À revista, José Antônio Ribas Junior, presidente do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), disse que  “somos relativamente pequenos em território, mas grandes na produção. O maior selo de qualidade para o nosso Estado é exportar carnes para mais de 160 países do mundo, atendendo aos mais altos níveis de exigência sanitária. Somos livres de todas doenças de comunicação obrigatória, entre elas a aftosa.”.

Ele ressaltou ainda que o resultado é fruto de muito esforço. “Que venham os próximos desafios. Sabemos que o custo de produção machuca, mas sanidade mata e nos exclui dos mercados.”.

 

Da Redação

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