Consumo das famílias em supermercados cresce 4,84% em julho

O resultado da Abras também mostra que houve aumento de 3,24% no acumulado do ano.

09/09/2021

Consumo das famílias em supermercados cresce 4,84% em julho Famílias brasileiras aumentam consumo em supermercados em julho. (Foto: Agência Brasil)

As famílias brasileiras aumentaram o consumo nos supermercados em julho, com crescimento de 4,84% na comparação mês anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com esse resultado, o acumulado do ano o índice foi positivo, alcançando 3,24%.

De acordo com o vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, o crescimento mensal pode ser consequência de alguns fatores como o avanço da vacinação contra a Covid-19, o pagamento de R$ 5,5 bilhões da quarta parcela do Auxílio Emergencial, e a distribuição de R$ 1,23 bilhão pelo Bolsa Família para as famílias que entraram no programa.

Outro fator citado por Milan foi a expansão do setor, com a abertura de novas lojas. “Em julho, foram inauguradas 21 lojas, 42 foram reinauguradas e 13 passaram por algum tipo de transformação para o melhor atendimento do consumidor”, informou.

Porém, quando confrontado com o julho de 2020, o resultado caiu 1,15%. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a queda mensal foi a segunda do ano, já que em junho o Índice Nacional de Consumo das Famílias nos Lares Brasileiros havia detectado baixa de 0,68% na comparação com o mesmo mês de 2020.

O levantamento também mostrou que o custo da Cesta Abrasmercado, que inclui 35 produtos de largo consumo (alimentos, cerveja, refrigerante e produtos de higiene), fechou o mês em R$ 668,55, com acréscimo de 0,96% em relação a junho. Comparando com julho de 2020, a alta foi de 23,14%.

De acordo com a Abras, os produtos que mais encareceram no acumulado de 2021 foram açúcar, ovo, carne (dianteiro), café, frango congelado, carne (traseiro), leite longa vida e feijão foram os itens que mais encareceram. No mesmo período, o preço do arroz, pernil e óleo de soja caiu. No acumulado dos últimos 12 meses, o óleo de soja disparou, com 87,3% de alta, seguido pelo arroz, com 39,8%, carne (dianteiro), com 40,6%, carne (traseiro), com 32,9%, pernil, com 24,8%, frango congelado, com 30,8%, açúcar, com 32,6%, café, com 17,8%, ovo, com 12,4%, leite longa vida, com 10,9%, e feijão, com 5%.

Da Redação (com informações da Agência Brasil)

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