Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em Pequim, prevê que a China vai aumentar suas importações de frango em 15,4% em 2023. Serão 750 mil toneladas.
Como maior exportador de carne de frango do mundo, o Brasil deve ser o maior beneficiado com o aumento da demanda chinesa. Outros grandes exportadores da proteína estão reduzindo suas vendas devido à gripe aviária.
Nosso competidor direto nas vendas do frango para a China, os Estados Unidos, sofre com surtos de influenza aviária e reduzem as exportações.
Relatório da USDA na China informa que “em 2023, espera-se que as importações de carne de frango dos EUA (pela China) sejam limitadas por um forte dólar norte-americano em relação a fornecedores como o Brasil e a produção doméstica (chinesa).”
Este ano, as exportações de frango para o país asiático partindo do Brasil, caíram 17,6% e, após o relatório, a expectativa é que elas voltem a crescer. Em 2022, os compradores na China enfrentaram problemas com fluxo de caixa, ainda no primeiro semestre e, ao mesmo tempo, os preços do frango aumentaram. Também houve o fechamento de depósitos frigoríficos para o controle da Covid.
“Em 2023, o posto (do USDA em Pequim) espera que esses problemas de fluxo de caixa sejam resolvidos, mas importadores deverão continuar cautelosos”, diz relatório.
O consumo doméstico de carne de frango na China deverá crescer 1% em 2023, para 14,5 milhões de toneladas, apesar da permanência de algumas restrições relacionadas à covid-19.
Os chineses vão continuar a consumir o frango. “Preços acessíveis de carne suína doméstica em 2023 não deverão afetar o movimento em direção ao maior consumo de carne de frango, especialmente porque os preços de produtos de frango também deverão manter-se relativamente estáveis em 2023”, diz o USDA.
Os chineses terão que importar mais, porque a produção local não vai crescer no ano que vem, em relação a 2022. Neste ano, a China produzirá um total de 14,3 milhões de toneladas.
Da Redação, com CarneTec