Brasil reage à tarifa de 10% imposta por Trump e avalia recorrer à OMC

Governo brasileiro critica medida, aponta impacto nas exportações e busca alternativas legais para contestar decisão dos EUA

- Da Redação, com Notícias Agrícolas
03/04/2025 10h15 - Atualizado há 1 dia
Brasil reage à tarifa de 10% imposta por Trump e avalia recorrer à OMC
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O governo brasileiro manifestou preocupação e criticou a nova tarifa de 10% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil. Em nota divulgada na noite desta quarta-feira (2), o Brasil classificou a medida como uma violação dos compromissos assumidos pelos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) e afirmou que avalia todas as possibilidades de resposta, incluindo um recurso ao órgão internacional.

A decisão do governo norte-americano foi anunciada pelo presidente Donald Trump no fim da tarde, como parte de um pacote de tarifas recíprocas que afetam diversos países. Além do Brasil, outras nações como China, Japão, Índia e União Europeia também foram alvo das novas taxações.

Segundo a nota oficial assinada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), a medida trará impacto significativo sobre as exportações brasileiras. O governo destacou que os EUA registraram um superávit comercial de US$ 7 bilhões em bens e de US$ 28,6 bilhões considerando bens e serviços na relação com o Brasil em 2024.

"A imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil, sob o argumento de restabelecer equilíbrio e 'reciprocidade comercial', não reflete a realidade, já que os EUA têm superávits recorrentes e expressivos na balança comercial bilateral há mais de 15 anos, somando US$ 410 bilhões nesse período", afirmou o comunicado.

Diante da nova taxação, o Brasil pretende consultar o setor privado para definir estratégias de defesa dos interesses nacionais. O governo também ressaltou que seguirá buscando o diálogo com Washington, mas não descarta recorrer à OMC ou adotar contramedidas.

 

 

 

 

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