Dólar sobe para R$ 5,75 após tarifas de Trump; Bolsa brasileira avança 0,47%

Impacto da sobretaxação de veículos pelo governo dos EUA afeta moedas latino-americanas, mas ações da B3 superam a tendência negativa do mercado externo.

- Da Redação, com Agência Brasil
28/03/2025 11h44 - Atualizado há 4 dias

O dólar comercial encerrou a quinta-feira, 27 de março, em alta, cotado a R$ 5,752, marcando um aumento de 0,34% em relação ao dia anterior. O impacto da decisão do governo de Donald Trump, que impôs tarifas de 25% sobre a importação de veículos, impulsionou a moeda norte-americana, que chegou a ser negociada a R$ 5,77 durante a manhã. Apesar da alta recente, o dólar acumula uma queda de 2,77% no mês de março e de 6,81% em 2025.
 

A medida de Trump afetou negativamente as moedas latino-americanas, que se desvalorizaram, contrariando a tendência das principais moedas globais. O temor de que a sobretaxação impacte as exportações de minério de ferro, aço e cobre, produtos essenciais para a fabricação de veículos, prejudicou as economias de países como o Brasil, que são grandes exportadores desses metais.
 

Em contrapartida, o mercado de ações brasileiro teve um desempenho positivo. O índice Ibovespa, da B3, fechou com alta de 0,47%, atingindo 133.149 pontos, o maior nível desde outubro do ano passado. As ações de petroleiras, mineradoras e exportadoras de carne impulsionaram o mercado, que seguiu em direção oposta às bolsas norte-americanas, que reagiram negativamente às novas tarifas impostas por Trump.
 

Fatores internos também contribuíram para o otimismo da bolsa brasileira. A divulgação da prévia da inflação oficial, que mostrou uma desaceleração em março, ajudou a melhorar as expectativas do mercado. A possibilidade de um aumento mais modesto na taxa de juros, se a inflação continuar sob controle, tem potencial para estimular o consumo e beneficiar as empresas listadas na B3.

 

 


 

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