Após 16 meses, preço da carne bovina tem primeira queda no mercado interno

A variação foi detectada no levantamento do IPCA pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

27/10/2021

Após 16 meses, preço da carne bovina tem primeira queda no mercado interno Em um ano, Minerva Foods tem crescimento de 24% em receita. (Foto: Divulgação)

Depois do Brasil deixar de exportar carne bovina para a China há quase dois meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) detectou, 16 meses após a disparada dos preços no mercado interno, a primeira queda para o consumidor brasileiro.

O dado está na prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado terça-feira (26). As informações são da Revista Globo Rural.

O Instituto afirma que entre os dias 16 de setembro e 16 de outubro houve uma redução de 0,31% nos cortes dianteiros. Dos 15 cortes que são pesquisados pelo IPCA o contrafilé, o coxão mole e a picanha tiveram aumento de preço. As maiores quedas foram para a Capa de Filé e para a Costela.

O analista Rafael Suzuki, da Scot Consultoria diz que “esse cenário favorece a maior competitividade da carne bovina, apesar de não ser uma queda expressiva”. A Revista informa, no entanto, que “apesar da queda em setembro, no acumulado em 12 meses, o grupo carnes ainda registra alta de 22,06%, segundo o indicador”.

Fernando Iglesias, da Consultoria Safras & Mercados, afirma que no atacado os preços do dianteiro caíram 17%. “Então, é exatamente isso: Reflexo da ausência do nosso principal importador de carne bovina”, explica.

O consultor de Safras & Mercados lembra que desde a suspensão da exportação, dia 4 de setembro, a arroba do boi gordo saiu da zona de conforto do preço referência entre R$ 330 a R$ 350 para R$ 260 em São Paulo. Ele diz à revista que “se não fosse a ausência chinesa, o cenário para o mercado pecuário seria outro”.

Para Rafael Suzuki, da Scot Consultoria, existe um segundo fator que derruba os preços no mercado interno: a grande quantidade de gado confinado no mercado derrubando os preços. “Lembrando que os preços menores estão sendo repassados, de maneira compassada, ao atacado e varejo, devido ao menor volume de abate e ao escoamento de carne que segue lento”, diz.

Para Iglesias, mesmo que a China retome as importações vai ser difícil a arroba do boi voltar a ultrapassar os R$ 300 a arroba. Para ele, “tem toda uma logística que precisa ser resolvida, o movimento de alta seria mais comedido. Eu diria que até destravar essa logística seriam necessários de 20 a 40 dias”, acredita o analista.

Da Redação, com Revista Globo Rural.

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