07/07/2022 às 11h46min - Atualizada em 07/07/2022 às 11h46min

Hidrogênio Verde é a maior arma contra o aquecimento global

Hidrogênio Verde é o combustível limpo do futuro. Para os cientistas, ele é o pilar da transição energética. Tem emissão zero de carbono, é produzido a partir de fontes renováveis e é a energia mais limpa do mundo. Não emite poluentes nem na sua fabricação e nem na sua combustão.

Afinal, o que é o Hidrogênio Verde?

Ele é produzido a partir de energia elétrica oriunda de fontes limpas, que não emitem gases que poluem e provocam o efeito estufa na atmosfera. A matéria prima de sua produção são as energias eólica, solar e hidroelétrica. Embora o Brasil tenha potencial para liderar a produção mundial dessa fonte de energia, são os países europeus que mais investem nessa solução.

Hoje, somos o oitavo maior produtor de energia eólica do mundo, temos o maior parque de hidroelétricas do mundo, entre elas duas das cinco maiores usinas do mundo, e estamos decolando na produção de energia solar, abrindo várias oportunidades para investidores dessa energia do futuro.

Essa fonte de energia é a saída que os cientistas encontraram para diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera, que provoca o efeito estufa, para chegarmos em 2050 com uma possibilidade de limitar o aumento da temperatura global em até 2ºC. Para isso, precisamos emitir, no máximo, 1/3 do volume de carbono, liberado pelos combustíveis fósseis utilizados hoje.

Segundo cientistas, em 10 anos, caso a emissão de gás carbônico continue nos níveis atuais, o planeta ultrapassará o limite tolerável de aquecimento e as consequências climáticas serão devastadoras em todo o mundo. Por isso, a mudança climática requer uma atenção especial e urgente. Por conta dessa preocupação, os investimentos no Hidrogênio Verde vêm crescendo cada vez mais com o interesse de reguladores (Estados), consumidores e investidores.

Cerca de 50 países já apresentaram aproximadamente 300 projetos de Hidrogênio Verde. Os planos de investimento são ambiciosos no setor privado.

Na esfera pública, os países mais desenvolvidos já investiram cerca de US$125 bilhões no financiamento dessa nova matriz energética. Os investimentos envolvem toda a cadeia de energia necessária para a sua produção para acelerar a redução dos custos de produção, transmissão, distribuição, varejo e aplicações finais do hidrogênio.

A previsão, caso todos os projetos sejam concretizados, é que os investimentos totais cheguem a US$300 bilhões até 2030. Hoje em dia, 92 empresas globais estimam que o Hidrogênio Verde responderá por cerca de 20% da demanda de energia mundial em menos de 30 anos. O mercado dessa fonte de energia é estimado em US$2,5 trilhões, com geração de 30 milhões de empregos.

Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Chile, China e Holanda, são os países que lideram a corrida pelo Hidrogênio Verde. O Brasil, por sua vez, também tem investimentos e pode até liderar a produção dessa energia 100% limpa. De acordo com a Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2), o número de empresas associadas e com grandes projetos prospectados no país dobrou.

Os investimentos em projetos de produção desta fonte de energia no Brasil, estão estimados em mais de US$22 bilhões. Temos 3 hubs de inovação (espaços em que se reúnem startups) para a produção do combustível do futuro. Esses hubs estão instalados nos portos de Pecém (CE), Suape (PE) e Açu (RJ). Todos já firmaram memorandos de entendimento com grandes empresas.

A fórmula é simples. Utilizar a energia renovável, que temos no Brasil, para fabricar, usar e exportar Hidrogênio Verde. Num primeiro momento, a possibilidade será a exportação para a Europa. O continente tem as leis e os protocolos mais avançados para a descarbonização do meio ambiente e não produz energia hidrelétrica, uma das matérias primas abundantes e necessárias para se chegar ao Hidrogênio Verde.


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