Boi gordo recua em diversas praças e mercado físico segue pressionado no início da semana
Queda atinge principais regiões produtoras e mantém clima de cautela entre frigoríficos e pecuaristas
PorDa Redação, com Portal DBO•
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Foto: Divulgação/CNA
O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão baixista nesta terça-feira (16/06), com queda nas cotações em importantes praças do país e manutenção do cenário de cautela nas negociações, segundo consultorias do setor.
O chamado “boi-China” recuou R$ 10 por arroba no interior de São Paulo, sendo negociado a R$ 350 a arroba no prazo, ficando no mesmo patamar do boi sem padrão-exportação, de acordo com levantamento da Agrifatto.
Das 17 regiões monitoradas diariamente, 10 registraram desvalorização: São Paulo, Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia e Santa Catarina. Nas demais praças, os preços permaneceram estáveis.
Segundo a consultoria, o mercado atravessa um momento de incerteza, com agentes atentos a fatores externos e ao comportamento da demanda no curto prazo.
Pelos dados da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi destinado ao mercado doméstico está cotado em R$ 350 a arroba, enquanto o “boi-China” vale R$ 355 a arroba. A vaca gorda é negociada a R$ 322 a arroba e a novilha terminada a R$ 335 a arroba, em valores brutos.
As indústrias relatam oferta suficiente para atender a demanda, mas sem excedentes, o que mantém o ritmo de compras mais contido. Também pesam as incertezas ligadas à cota chinesa e o desempenho das vendas de carne no varejo.
No mercado interno, o varejo começou a perder força no início da semana após desempenho mais firme no fim de semana anterior. O esgotamento da renda do início do mês, aliado ao clima mais frio e à menor demanda, reduziu a reposição de cortes bovinos.
No atacado, houve desaceleração das entregas e aumento de devoluções parciais de mercadorias, além de relatos de estoques mais elevados em centros de distribuição.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo na B3 seguem em queda, com a terceira baixa consecutiva registrada na última sessão. O destaque foi o vencimento de julho/26, que encerrou a R$ 333,95 a arroba, com recuo de 1,05%.