Queda no abate de fêmeas reforça mudança do ciclo pecuário no Brasil
Redução no envio de vacas e novilhas aos frigoríficos indica perda de força da liquidação do rebanho
PorDa Redação, com Portal DBO.•
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A redução do número de vacas e novilhas destinadas ao abate continua reforçando os sinais de mudança no ciclo pecuário brasileiro. Em maio de 2026, os frigoríficos com Serviço de Inspeção Federal (SIF) abateram 956,28 mil fêmeas, volume 5,14% inferior ao registrado em abril e 13,68% menor do que o observado no mesmo mês do ano passado.
Segundo levantamento da Agrifatto, este foi o quinto mês consecutivo de retração anual dos abates dessa categoria. Apesar da queda, o número ainda permanece acima da média histórica para o período, que é de 850,41 mil cabeças, ficando 12,45% superior ao resultado médio dos últimos cinco anos.
Os analistas destacam, porém, que o diferencial em relação à média vem diminuindo. Em maio de 2025, o excesso de abates de fêmeas sobre a média histórica alcançava 30,28%, evidenciando que o processo de liquidação do rebanho perdeu intensidade ao longo dos últimos meses.
Reflexo desse movimento, a participação das fêmeas no total de bovinos abatidos caiu para 39,93% em maio, redução de 2,88 pontos percentuais frente a abril e de 3,21 pontos em relação ao mesmo período de 2025.
Enquanto o abate de fêmeas recuou, o de machos avançou 6,82% no comparativo mensal, totalizando 1,43 milhão de cabeças. Com isso, o total de bovinos abatidos em plantas com SIF atingiu 2,39 milhões de animais em maio, alta de 1,70% sobre abril e média diária de 104,11 mil cabeças, movimento considerado compatível com a sazonalidade do período de transição entre o fim das águas e o início da seca.