Arroba do boi recua no mercado físico, mas contratos futuros sobem na B3

Rumores sobre flexibilização das cotas chinesas melhoraram o humor do mercado futuro

Por Da Redação, com Portal DBO
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Arroba do boi recua no mercado físico, mas contratos futuros sobem na B3
Foto: reprodução

O mercado físico do boi gordo registrou queda nesta quarta-feira (20) em São Paulo, enquanto os contratos futuros negociados na B3 fecharam em alta. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo comum caiu R$ 3 e passou a ser negociada a R$ 345. Já o chamado “boi-China” recuou para R$ 350 por arroba, ambos os valores brutos e a prazo.

No mercado futuro, o cenário foi diferente. O contrato para junho de 2026 fechou cotado a R$ 345,45 por arroba, alta de 2,49% em relação ao pregão anterior.

Os contratos para julho, agosto, setembro e outubro de 2026 também encerraram o dia em alta, cotados respectivamente a R$ 344,60, R$ 344,85, R$ 346,20 e R$ 354,85 por arroba.

Segundo analistas da Agrifatto, o avanço das cotações futuras foi impulsionado pelos rumores de flexibilização das salvaguardas chinesas durante a feira SIAL, em Xangai. A expectativa do setor é de que o Brasil possa utilizar parte das cotas de importação não preenchidas por outros países, o que melhorou as perspectivas para as exportações brasileiras de carne bovina.

Apesar disso, consultorias avaliam que o mercado físico segue pressionado pela maior oferta de animais, escalas de abate mais confortáveis e consumo interno enfraquecido.

Os dados preliminares do IBGE também mostraram crescimento dos abates bovinos no primeiro trimestre de 2026. Segundo a Agrifatto, o volume foi o maior já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.

 


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