Com baixa liquidez, preço do boi China registra queda de R$ 2 em São Paulo
Frigoríficos vêm alongando suas escalas de abate, movimento que pressiona as cotações no mercado bovino
PorDa Redação, com Portal DBO•
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Foto: Divulgação / Embrapa
O mercado do boi gordo iniciou maio com negociações mais lentas e pressão sobre os preços nas principais praças pecuárias do país. Nesta quarta-feira (6), a Scot Consultoria registrou queda de R$ 2 por arroba no valor do chamado “boi China” no interior de São Paulo, que passou a ser cotado em R$ 360 a arroba em valores brutos e a prazo.
Segundo a consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno permaneceu cotado em R$ 355 a arroba na praça paulista. Já a vaca gorda foi negociada a R$ 328 e a novilha gorda a R$ 340, ambas também no prazo.
De acordo com a Scot, frigoríficos com escalas de abate mais alongadas reduziram a necessidade de compras imediatas, aumentando a pressão sobre as cotações. A consultoria destacou ainda que indústrias de menor porte, que atuam no mercado spot, têm encontrado menor resistência nas negociações com pecuaristas.
A Agrifatto também apontou um ambiente de baixa liquidez e cautela entre compradores e vendedores neste início de mês. Segundo a consultoria, as negociações seguem mais travadas, apesar da estratégia da indústria de alongar compras e pressionar os preços da arroba.
Por outro lado, a consultoria observou que lotes de animais terminados, com padrão adequado e disponibilidade imediata, continuam apresentando valorização, principalmente quando há necessidade de preenchimento de escalas no curto prazo.
Na avaliação da Agrifatto, produtores seguem observando demanda ativa no mercado e espaço para negociações acima da média em lotes específicos.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 encerraram o dia em queda. O principal destaque foi o contrato com vencimento em julho de 2026, que fechou cotado a R$ 336,10, recuo de 1,29% em relação ao pregão anterior.