Cotações do boi gordo permanecem em cenário de queda com ritmo reduzido
Scot Consultoria aponta novas baixas na arroba, com destaque para o boi China em São Paulo
PorDa Redação, com Portal DBO•
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Foto: Embrapa
O mercado do boi gordo segue com perda de valor, mas em ritmo lento. A Scot Consultoria identificou novas baixas nas cotações, com destaque para São Paulo, onde o chamado boi China voltou a recuar. Esse tipo de animal atende ao padrão exigido pelo mercado chinês e costuma ter preço diferente do boi comum.
Nas praças paulistas, o boi China teve queda de R$ 2 por arroba e passou a ser negociado a R$ 363 por arroba, no prazo e em valor bruto. Simultaneamente, o boi gordo comum, destinado principalmente ao mercado interno, também apresentou valor de R$ 363 por arroba. Já a vaca gorda foi cotada a R$ 332 por arroba, enquanto a novilha gorda estava em R$ 342.
A queda ocorre em um momento de maior cautela nas compras por parte dos frigoríficos. Com escalas de abate mais confortáveis, as indústrias ganham mais espaço para tentar pagar menos pelos animais terminados.
Segundo análise de mercado, os frigoríficos brasileiros alongaram suas escalas de abate nos últimos dias. A média nacional chegou a cerca de oito dias, o que deixou a indústria em posição mais tranquila para negociar com os pecuaristas.
Do outro lado, a oferta de animais prontos para abate ainda não é considerada abundante em todas as regiões. Essa oferta mais limitada impede quedas mais fortes e ajuda a manter certa sustentação nos preços.
Mesmo assim, o mercado físico segue travado. Muitos pecuaristas resistem em vender nos preços mais baixos, enquanto parte dos frigoríficos reduz o ritmo das compras. Com isso, os negócios acontecem de forma lenta.
Na semana anterior, os indicadores do boi gordo já mostravam recuo. O indicador Datagro fechou com média de R$ 362,69 por arroba, queda semanal de 0,85%. O indicador Agrifatto ficou em R$ 365,37 por arroba, baixa de 0,87%. Já o Cepea teve média de R$ 363,56 por arroba, com queda de 0,73%.