Boi-China atinge R$ 370 por arroba em São Paulo e mercado segue firme com apoio das exportações

Oferta restrita e demanda externa sustentam preços, enquanto mercado futuro indica possível perda de fôlego nos próximos meses

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Boi-China atinge R$ 370 por arroba em São Paulo e mercado segue firme com apoio das exportações
Foto: reprodução

A Scot Consultoria apontou o “boi-China” cotado a R$ 370 por arroba em São Paulo. Já na leitura dos analistas da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo atravessa um período relevante, impulsionado pelo forte ritmo das exportações.

Na terça-feira (14), a arroba do boi gordo se manteve em R$ 370 por arroba na praça paulista e registrou valorização em outras três das 17 regiões acompanhadas diariamente pela Agrifatto, nos Estados do Acre, Pará e Tocantins.

Levantamento da Scot mostra que, em São Paulo, houve alta de R$ 3 por arroba nas ofertas para o “boi-China” e para a vaca gorda, agora negociados a R$ 370 por arroba e R$ 335 por arroba, respectivamente, no prazo (valores brutos).

Por outro lado, ainda conforme a Scot, o boi gordo paulista fora do padrão de exportação e a novilha gorda mantiveram os mesmos valores do dia anterior, encerrando 14 de abril cotados a R$ 365 por arroba e R$ 345 por arroba, respectivamente.

“O movimento de alta segue sustentado pelo bom desempenho da exportação e melhora do consumo interno em relação à semana passada, além da postura firme da ponta vendedora”, ressalta a Scot.

A consultoria também observa que frigoríficos paulistas com escalas de abate mais folgadas têm atuado com menor agressividade nas compras, enquanto alguns compradores buscam animais em outros Estados em busca de melhores oportunidades.

Na visão da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo vive um momento marcante, sustentado por exportações robustas, que em abril podem alcançar 250 mil toneladas, o que representaria recorde para o mês.

“A arroba atingiu o maior valor da série histórica iniciada em 1997 e, em várias regiões, já superou R$ 370 por arroba, com destaque para São Paulo e Mato Grosso”, destaca a Agrifatto.

Ainda segundo a consultoria, as indústrias frigoríficas enfrentam dificuldades para recompor suas escalas de abate, reflexo da menor oferta de animais terminados e da firmeza dos pecuaristas, seja pela escassez ou pela retenção estratégica do gado criado a pasto.

Diante desse cenário de oferta enxuta, a Agrifatto informa que diversos frigoríficos adotaram férias coletivas temporárias, com pelo menos uma dezena de unidades paralisadas em diferentes regiões do país.


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