Falta de gado assegura patamares elevados e mantém produtores no controle do mercado

Mesmo com a valorização registrada nos últimos dias, a quantidade de animais comercializados ainda é baixa para expandir os cronogramas de abate das indústrias.

Por Da Redação, com Porta DBO
2 Min

Falta de gado assegura patamares elevados e mantém produtores no controle do mercado
Foto: reprodução

As cotações do boi gordo finalizaram a semana estáveis nos maiores centros produtores do país. De acordo com empresas de consultoria que monitoram o segmento, o movimento de alta persiste, consolidando o valor da arroba em R$ 370 em São Paulo.

“No curto prazo, o mercado seguirá sustentado pela firmeza da demanda, especialmente externa, e pela dificuldade de reposição por parte das indústrias frigoríficas”, resume a Agrifatto.

Apesar dos preços mais atrativos nesta semana, o montante negociado não permite que os frigoríficos ampliem seus estoques de abate. Segundo a consultoria, a média nacional de operação continua restrita a um período de 5 a 6 dias úteis.

“A dificuldade da indústria em compor suas programações reflete a menor disponibilidade de boiadas prontas e a postura firme dos pecuaristas, seja pela escassez de gado acabado, seja por estratégia de retenção”, analisa a Agrifatto.

Operações Reduzidas e Paralisações

Diante desse cenário, diversas unidades de processamento no Brasil estão trabalhando com escalas limitadas e diminuindo a velocidade de produção.

“Há casos de adoção temporária de férias coletivas”, relata a Agrifatto, acrescentando que há registro de pelo menos 6 plantas importantes paralisadas em diferentes Estados.

Panorama da Scot Consultoria

De acordo com os indicadores da Scot Consultoria que utiliza metodologia distinta da Agrifatto, o encerramento da semana na sexta-feira (10) foi marcado pela valorização das fêmeas prontas para o abate, após os machos terem registrado alta em São Paulo no dia anterior (9).

“A oferta está restrita, principalmente de boiada terminada a pasto, com a maior parte do volume disponível sendo de cocho”, observa a Scot.

Essa conjuntura traz obstáculos para o planejamento dos frigoríficos paulistas, que mantêm escalas médias de sete dias.

Conforme os números da Scot na sexta-feira (10), o boi comum e o direcionado à exportação (“boi-China”) sustentaram o valor de R$ 365 por arroba na praça de São Paulo. Já os preços da vaca e da novilha gorda tiveram incremento de R$ 2 por arroba cada, sendo negociadas a R$ 332 por arroba e R$ 345 por arroba, respectivamente (preços brutos, para pagamento a prazo).


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