Com o encerramento do mês e o consequente menor poder aquisitivo da população, as vendas de carne bovina no mercado interno continuam apresentando ritmo lento. No entanto, a oferta restrita de animais para abate, somada ao bom ritmo das exportações da proteína in natura, tem garantido a sustentação do movimento de alta nos preços do boi gordo, relatam analistas de mercado.
De acordo com dados apurados pela Agrifatto, os frigoríficos de São Paulo já aceitam pagar R$ 360 a arroba, no prazo, pela arroba do boi gordo.
“A tendência é de consolidação do mercado em torno de R$ 360 a arroba”, ressaltam os analistas da consultoria, acrescentando que “as cotações da arroba seguem acima das referências históricas na maior parte das praças produtoras”.
Nesta segunda-feira (30), das 17 praças monitoradas diariamente, três registraram valorização nas cotações do boi gordo. Além de SP, houve alta na Bahia e em Rondônia. Nas demais regiões, os preços permaneceram estáveis.
No curto prazo, aposta a Agrifatto, o viés continuará positivo, sustentado principalmente pela oferta restrita de animais terminados, o que limita movimentos de baixa.
Pelos dados da consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos seguem encurtadas, atendendo, na média nacional, de 5 a 6 dias de abates.
“Esse ambiente mantém a indústria frigorífica ativa na ‘originação’, com necessidade de pagar acima da média para garantir volume”, observam os analistas.
Segundo dados coletados pela Scot Consultoria, no mercado paulista, o animal macho sem padrão-exportação subiu R$ 3 a arroba nesta segunda-feira (30), para R$ 355 a arroba, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 357 a arroba (valores brutos, no prazo).