O mercado do boi gordo registrou queda nas negociações recentes devido ao temor de impactos econômicos causados pelo atual conflito no Oriente Médio. Analistas afirmam que tensões internacionais podem influenciar os preços das commodities e o comportamento dos mercados.
Na avaliação da Scot Consultoria, compradores têm demonstrado cautela em pagar preços mais elevados pela arroba. A consultoria destaca que o Oriente Médio é um importante consumidor de carne bovina e também funciona como um entreposto no comércio internacional da proteína, o que amplia a atenção do setor às possíveis consequências do conflito.
Segundo a Scot, diante do cenário geopolítico, parte da indústria optou por reduzir as aquisições e adotar uma postura de espera até que haja maior clareza sobre os desdobramentos da situação internacional e seus efeitos sobre o comércio global de carne bovina.
Apesar disso, o mercado físico continua sustentado pela oferta restrita de animais terminados e por escalas de abate curtas. Levantamento da Agrifatto indica que as programações dos frigoríficos estão limitadas, em média, a cinco dias no país.
Nesse contexto, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nas principais praças brasileiras na quarta-feira (4). De acordo com a Agrifatto, a arroba do boi gordo em São Paulo foi cotada a R$ 355, enquanto a média em outras 16 regiões monitoradas pela consultoria ficou em R$ 333,20 por arroba.
Dados da Scot Consultoria indicam que, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão de exportação foi negociado a R$ 352 por arroba, enquanto o chamado boi China foi cotado a R$ 355 por arroba, valores brutos e a prazo.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo registraram queda pelo segundo pregão consecutivo. O contrato com vencimento em março de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 343,50 por arroba, com desvalorização diária de 1,74%.