Setor de inseminação artificial bovina registra recorde e salto de 15% em 2025

Relatório INDEX ASBIA 2025 aponta evolução consistente na fabricação, comercialização e envio de sêmen ao exterior

Por -Da Redação, com Forbes
2 Min

Setor de inseminação artificial bovina registra recorde e salto de 15% em 2025
Foto: reprodução

De acordo com os indicadores do INDEX ASBIA 2025 estudo realizado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) junto ao Cepea/USP a disponibilidade de doses de sêmen no mercado brasileiro cresceu 15,57% na comparação com o ano anterior.

O montante total colocado à disposição, que engloba a fabricação interna e o que foi trazido de fora, somou 30,3 milhões de doses focadas no plantel de corte. Desse número, a produção em solo nacional foi responsável por 23,1 milhões de unidades (alta de 12,46%), enquanto o volume importado subiu 26,71%, totalizando 7,3 milhões de doses.

A tendência de alta atingiu tanto a pecuária de corte quanto a de leite, com um desempenho notável para o melhoramento genético leiteiro. A produção voltada a esse segmento deu um salto de 20,90%, atingindo a marca inédita de 3,8 milhões de doses.

Escoamento e Vendas

Embora a oferta tenha subido mais de 15%, a movimentação de saída (vendas diretas, exportações e prestação de serviços) registrou um incremento de 8,87%, com 28 milhões de doses transacionadas ao longo de 2025.

  • Vendas ao produtor: Crescimento geral de 9%.
  • Corte: 18,9 milhões de doses comercializadas (alta de 8%).
  • Leite: 6,5 milhões de doses entregues às propriedades (alta de 10%).
     

Abrangência Tecnológica e Mercado Externo

Para além dos números brutos, o índice de utilização da técnica impressiona: 21,29% das fêmeas bovinas no Brasil foram inseminadas em 2025, figurando como o terceiro maior patamar da história do setor. A biotecnologia alcançou 4.529 cidades, o que representa uma cobertura de 81,31% do território nacional.

No campo financeiro, o faturamento com exportações, monitorado pelo AgroStat, saltou de US$ 2,54 milhões em 2020 para US$ 5,07 milhões em 2025 praticamente dobrando o valor em seis anos. Enquanto Paraguai e Colômbia permanecem como os maiores compradores na América Latina, o Brasil expande fronteiras para o continente africano, com destaque para Nigéria, Angola e Quênia.

 


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