Os preços do boi gordo voltaram a subir em São Paulo nesta segunda-feira (2), marcando o quarto dia útil consecutivo de valorização, de acordo com a Scot Consultoria.
O boi destinado ao mercado interno, sem padrão-exportação, avançou R$ 1 por arroba, atingindo R$ 327. Enquanto isso, o chamado boi-China registrou alta de R$ 2 por arroba, alcançando R$ 332. Ambos os valores foram considerados brutos na modalidade a prazo.
O movimento de alta também alcançou as fêmeas. Após 50 dias de estabilidade, a vaca gorda abatida em São Paulo teve valorização de R$ 2, passando a ser negociada a R$ 304 a arroba. A novilha gorda acompanhou o movimento, com alta diária de R$ 2, atingindo R$ 317.
De acordo com a Agrifatto, a valorização da arroba é reflexo direto das boas condições das pastagens nas principais praças pecuárias do país, o que fortaleceu o poder de barganha dos pecuaristas. Capitalizados e com pastos recuperados pelas chuvas, os produtores têm reduzido a oferta de animais terminados, dificultando as tentativas dos frigoríficos de pressionar os preços no balcão.
Outro fator relevante é o nível das escalas de abate, que seguem curtas, em torno de seis dias úteis na média nacional, o menor patamar observado desde março de 2025.
Em São Paulo, os indicadores de referência mostram a força do movimento recente. Segundo a consultoria, a arroba do boi gordo subiu de R$ 317 em 21 de janeiro para R$ 327 em 29 de janeiro, avanço de 3% em apenas seis dias úteis. Houve ainda negócios pontuais a R$ 330 em 30 de janeiro, embora em baixo volume e sem consolidação como referência ampla de mercado.
Movimentos semelhantes foram observados em diversas praças pecuárias, como Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Tocantins, especialmente entre frigoríficos com menor cobertura de contratos a termo. Nesta segunda, as 17 praças monitoradas pela Agrifatto registraram estabilidade, porém com preços em viés de alta.