O setor pecuário iniciou mais uma semana em uma situação de equilíbrio, conforme informações da Scot Consultoria. O aumento na oferta de animais e o bom desempenho nas vendas de carne contribuíram para a manutenção dos valores em patamares estáveis na maior parte do território nacional. Contudo, algumas áreas registraram declínios nos preços praticados.
Na segunda-feira (15), das 33 regiões acompanhadas pela Scot, 25 não experimentaram mudanças nas referências de preço do gado gordo em comparação ao fechamento da semana passada. Foram observadas reduções em Pelotas (RS), no norte e sudeste de Mato Grosso, Cuiabá (MT), oeste do Maranhão, Marabá (PA) e sul do Tocantins. Apenas no oeste do Rio Grande do Sul houve valorizações de preço.
Nos importantes mercados de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço da arroba do boi gordo permaneceu inalterado em R$ 321 para pagamentos futuros. Os cronogramas de abate ficaram mais folgados, com um intervalo médio de 12 dias.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) ressalta que, a partir desta semana, algumas plantas frigoríficas iniciarão recesso coletivo. Consequentemente, a procura por animais no mercado de balcão tende a ser menor. Por outro lado, o mercado de reposição segue agitado, com a ocorrência de muitos leilões e negociações firmes, especialmente para fêmeas.
A Scot enfatiza que as vendas de carne no mercado nacional permaneceram ativas na última semana, com o setor varejista efetuando pedidos para reabastecer seus estoques, um movimento já esperado para este período. Na primeira metade do mês, o índice do Cepea para a carcaça de boi casada teve um discreto avanço de 0,6%, alcançando a cotação de R$ 22,87 por quilo na sexta-feira.
No que diz respeito às exportações, dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicaram uma leve diminuição no volume embarcado. Nos primeiros 10 dias úteis de dezembro, os embarques mostraram retração em relação aos volumes recordes de outubro e novembro, apresentando agora uma média diária de 14,35 mil toneladas por dia.
Apesar dessa queda em comparação aos meses recentes, o ritmo atual de escoamento figura entre os mais intensos do ano. O volume está quase 50% acima da média diária registrada em dezembro de 2024, destaca o Cepea.
O total já exportado em 2025 ultrapassa em 15,6% o volume total remetido em 2024, com 15 dias restantes para o término do ano.
Em termos financeiros, as vendas externas de carne bovina de dezembro já acumulam uma receita superior a R$ 4,3 bilhões, com um preço médio por quilo de R$ 30,21 (ou US$ 5,60).