O presidente Lula afirmou nesta terça-feira (26) que o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância” de ninguém, em referência às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante reunião ministerial em Brasília.
Lula criticou diretamente o presidente norte-americano Donald Trump, mas reforçou a disposição para dialogar. “Estamos dispostos a sentar à mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é a sermos tratados como subalternos. Nosso compromisso é com o povo brasileiro”, disse.
O vice-presidente Geraldo Alckmin apresentou números sobre o impacto do tarifaço - 35,6% das exportações brasileiras para os EUA enfrentam taxa de 50%, enquanto outros 23,2% são afetados pela Seção 232 da lei comercial norte-americana, que impõe tarifas de até 50% sobre aço, alumínio e cobre.
Para minimizar os impactos, o governo lançou o Plano Brasil Soberano, que prevê R$ 30 bilhões em crédito para exportadores, mudanças em regras de seguro de crédito, suspensão de tributos sobre insumos importados e compras governamentais de produtos que perderam espaço no mercado externo.
Alckmin também anunciou viagem ao México para ampliar acordos comerciais nas áreas agrícola, de energia, aviação e indústria.