O mercado de açúcar continua em tendência de baixa, com os contratos maio/25 recuando 1,62% nesta segunda-feira, negociados a 18,22 cents de dólar por libra-peso. Essa desvalorização, que se arrasta desde a semana passada, é influenciada pela desvalorização do real frente ao dólar.
Apesar da entressafra no Brasil, as projeções indicam uma recuperação gradual dos canaviais, favorecida pelo clima desde o final de 2024. Embora ainda não no ideal, a produção não deve ser afetada a ponto de reverter o cenário baixista do mercado.
Segundo a Hedgepoint Global Markets, o mercado de açúcar, após quatro anos de déficit, opera em um equilíbrio frágil entre oferta e demanda. Com a maior disponibilidade de açúcar na safra 2025/26, o Brasil pode influenciar ainda mais o mercado durante o novo ciclo, que se inicia no segundo quadrimestre.
Enquanto o Hemisfério Norte enfrenta desafios na safra 2024/25, a próxima temporada dependerá das condições climáticas. Durante a entressafra brasileira, o mercado dependerá de fornecedores com custos mais elevados, o que pode dar suporte aos preços no curto prazo.
As entregas de açúcar bruto no vencimento do contrato março/24 na ICE Futures atingiram um recorde, com 34.385 lotes, equivalentes a 1,74 milhão de toneladas métricas, de acordo com informações preliminares de dois traders de açúcar divulgadas na sexta-feira.