O mercado paulista de açúcar cristal branco demonstrou notável resiliência ao longo de 2024, mesmo diante de condições adversas no campo e no mercado. Pesquisadores do Cepea apontam que a menor oferta de cana-de-açúcar, aliada à priorização de etanol e açúcar VHP pelas usinas, moldou um cenário de incertezas, mas também de estratégias voltadas à maximização de margens.
A safra 2024/25 começou, em abril, com preços superiores aos do mesmo período de 2023, sustentados pela oferta limitada no mercado interno. Contudo, a partir dos meses iniciais, os preços recuaram significativamente, pressionados pela elevação dos estoques, volatilidade cambial e menor demanda doméstica. Em julho, o valor médio do açúcar cristal caiu para R$ 130 por saca de 50 kg.
A recuperação veio a partir de agosto, impulsionada por fatores como restrição na oferta e recuperação da procura. Em novembro, os preços atingiram recordes nominais na série histórica do Cepea, com o indicador CEPEA/ESALQ para o estado de São Paulo marcando uma média de R$ 166,46 por saca de 50 kg, alta de 8,93% em relação a outubro.
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