O mercado brasileiro de soja encerrou a semana em ritmo lento, refletindo a dificuldade de definição de preços diante de discrepâncias entre as ofertas dos compradores e as expectativas dos vendedores. Enquanto isso, os contratos em Chicago mostraram uma leve recuperação e o dólar permaneceu estável, próximo a R$ 6,00.
Internamente, produtores estão focados na etapa final do plantio, animados pelas condições climáticas favoráveis que devem resultar em uma safra recorde, estimada em mais de 170 milhões de toneladas. Segundo a Safras & Mercado, 95,6% da produção projetada já foi negociada, mantendo-se próxima à média dos últimos cinco anos.
No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar ajustes pontuais nos estoques de soja, com expectativas de aumento para a safra 2024/25 e leve redução para 2023/24. Apesar disso, a diferença de preços no Brasil segue desafiadora, e muitos produtores preferem aguardar uma tendência mais definida antes de avançar com novas vendas.