04/06/2024 às 09h33min - Atualizada em 04/06/2024 às 09h33min

Preço da arroba do boi gordo recuou 5% em maio e pressão deve seguir em junho

Fabiano Reis
Foto: Divulgação / Embrapa
O impacto da disponibilidade de animais para abate resultou em queda relevante no mês de maio. De acordo com o indicador Cepea a queda no valor da arroba do boi gordo foi de  5% do valor nos últimos 30 dias. As escalas, de fato cresceram dando tranquilidade para as aquisições da indústria. Também, vale ressaltar que as chuvas do mês de abril atrasaram o momento de maior oferta de animais e, consequentemente, a redução de nos valores da arroba.
 
O final do primeiro paragrafo traz um cenário de incômodo para o pecuarista brasileiro, pois, embora a comercialização esteja muito mais lenta nos últimos sete dias, com vendedores e compradores mais afastados dos negócios, reduzindo levemente as escalas de trabalho industrial, a expectativa é que o volume de boiadas em oferta se eleve dando mais condições de pressão nos preços praticados.
 
Na praça paulista as escalas recuarem para 18 dias, frente aos mais de 20 antes da semana do último feriado, é para se comemorar. A arroba do boi comum em SP foi negociada nesta segunda-feira em R$ 220,00 por arroba em média, mas com ofertas entre R$ 218,00 e R$ 222,00, com prazo de 30 dias. A novilha gorda está estimada em R$ 212,00 e a vaca em R$ 200,00.
 
Outro elemento relevante é visto nas pastagens do centro-sul brasileiro que seguem bastante prejudicadas pressionando a gestão das fazendas em dispor e ter que elevar a oferta de animais para fazer o ajuste dos lotes. Com isso, o mês de junho deve ser de pressão consistente e preços em queda.
 
Para encerrar, conversei neste começo de semana, em meu programa no Canal do Boi, com Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio Brasil-China. Na oportunidade, ele falou sobre a expectativa de elevação no consumo de carne bovina no país asiático, da apreciação dos chineses pela qualidade do produto brasileiro e também do aumento nas habilitações de novas plantas frigoríficas brasileiras. A questão, muito clara, em meu entendimento, é buscar pulverizar ainda mais o abastecimento do produto, que segue em alta, mesmo com a recuperação da produção e oferta de carne suína chinesa.

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