Vale faz investimento de US$ 185 milhões em composto de minério 10% menos poluente

Testes, férias coletivas e outras medidas compõem o Plano de Contingência da empresa para prevenção, controle e redução de riscos de contágio

09/09/2021

A Vale anunciou nesta quinta-feira (09) o lançamento do “briquete verde”, um composto formado por minério de ferro e uma solução tecnológica de aglomerantes, que poderá reduzir em até 10% a emissão de gases do efeito estufa na produção de aço dos seus clientes siderúrgicos.

A mineradora fala que vai fazer um investimento de US$ 185 milhões na conversão de duas usinas de pelotização na Unidade Tubarão, em Vitória (ES), e na construção de uma nova planta no Complexo Vargem Grande, em Minas Gerais, para a produção do produto. A capacidade inicial será de sete milhões de toneladas por ano a partir de 2023.

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De acordo com a Vale, a redução ocorre porque o “briquete verde” permite que a produtora de aço reduza a dependência da sinterização, processo anterior à produção do aço no qual há a aglomeração do fino de minério de ferro.

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“A sinterização demanda o uso intensivo de combustíveis fósseis para o alcance de uma temperatura de processo em torno de 1.300 graus Celsius. Já o briquete da Vale é considerado um aglomerado a frio, no qual não ocorre queima, mas uma cura a uma temperatura entre 200 e 250 graus Celsius, demandando menos energia”, diz a Vale.

A estimativa é de que, no longo prazo, a companhia tenha capacidade para produzir acima de 50 milhões de toneladas por ano, o que levaria a um potencial de redução de emissão superior a seis milhões de toneladas de carbono equivalente por ano com uso da tecnologia.

O novo produto está incluído na estratégia da Vale de reduzir em 15% as suas emissões de escopo 3, relativas à cadeia de valor, até 2035. Em números absolutos, o compromisso de redução soma 90 milhões de toneladas de carbono equivalente. Hoje, 98% das emissões totais da Vale são relativas à sua cadeia de fornecedores e clientes.

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