Custo de funcionamento do governo federal é 9% menor no 1º semestre ante igual período de 2020

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09/09/2021

O custo total de funcionamento do governo federal somou R$ 34,312 bilhões no primeiro semestre de 2021, uma redução de 9% em relação a igual período do ano passado quando foi de R$ 37,562 bilhões.

As informações são do Boletim Semestral Foco em Custos, divulgado nesta quinta-feira (09) pouco pelo Tesouro Nacional, e consideram os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União.

As despesas que apresentaram maiores quedas foram as de “uso de material de consumo” (-28%), “copa e cozinha” (-19%) e “telefonia” (-16%). Por outro lado, as maiores altas foram nos itens de “despesas com demais serviços de terceiros” (13%) e “serviços técnicos especializados” (13%).

O custo de funcionamento especificamente do Poder Executivo somou R$ 31,264 bilhões no primeiro semestre, uma redução de também 9% em relação a igual período do ano passado. Excluído o Ministério da Saúde, no entanto, houve uma alta 2% nos custos de funcionamento do Executivo, para R$ 22,082 bilhões.

“No semestre, a adoção do teletrabalho contribuiu para diminuição de gastos com diárias, locomoção, hospedagens, água, esgoto e energia elétrica, entre outros itens”, diz o Tesouro, acrescentando que essa redução “foi mais do que compensada pelo acréscimo em despesas com materiais de consumo, serviços de terceiros e serviços técnicos especializados”.

Já considerando apenas o Ministério da Saúde, houve uma redução de 28% nessas despesas em relação ao mesmo período de 2020, para R$ 9,182 bilhões. Segundo o Tesouro, a análise do ministério é destacada em razão do que impacto que a pandemia de covid-19 teve sobre os gastos da pasta.

Essa queda sobre igual semestre de 2020 foi puxada pela redução de 41% no item “material de consumo”. O recuo se deu, principalmente, na despesa com “material farmacológico pelo Departamento de Logística em Saúde”, segundo o Tesouro.

A secretaria observa que a adoção do teletrabalho continua sendo convertida em redução de custos no Poder Judiciário (-1%) e no Poder Legislativo (-5%). No Ministério Público da União (MPU), a queda nos custos de funcionamento foi de 7% e na Defensoria Pública, de 34%.

Custos totais

No primeiro semestre, os custos agregados do governo federal subiram 11% em relação a igual período de 2020, para R$ 1,270 trilhão. Além dos gastos com funcionamento, essa rubrica inclui despesas como com mão de obra, previdenciárias e assistenciais, transferências e delegações e juros e encargos.

As despesas com mão de obra subiram 1%, com destaque para os gastos com encargos patronais, que tiveram alta de 21%.

Os custos previdenciários e assistenciais diminuíram 13% no comparativo entre os semestres. A variação, diz o Tesouro, é explicada pelos desembolsos menores com o auxílio emergencial e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

Houve alta de 64% nos gastos com “juros e encargos, variações monetárias e demais financeiras”. As “transferências e delegações, exceto repartição de receita” caíram 12%. Isso em razão “da diminuição de transferências relacionadas à covid-19 do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e, principalmente, aos municípios”.

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