Cepea: negociações de milho desaceleram no Brasil; preços da mandioca caem
Cautela dos compradores, ampla safra e estoques de raiz limitam a atividade do mercado de mandioca
- Da Redação, com Cepea
23/10/2023 09h40 - Atualizado em 23/10/2023 às 09h40
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No cenário atual, as negociações de milho no Brasil enfrentam lentidão, segundo apontam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta segunda-feira (23). A principal razão desse compasso de espera reside na cautela dos compradores, que evitam fechar grandes volumes do cereal.
Embora a demanda externa pelo milho brasileiro esteja aquecida, os compradores permanecem vigilantes devido à elevada safra nacional e ao volume comercializado até o momento, que ainda não atingiu níveis expressivos. Esse cenário cria a expectativa de que os produtores, nas próximas semanas, possam aumentar a oferta no mercado.
Por outro lado, há vendedores que, sem a urgência de capitalizar ou liberar espaço nos armazéns, permanecem firmes em suas expectativas de valorização. Este contraste de perspectivas tem resultado em comportamentos diferenciados nos preços, com variações entre as regiões monitoradas pelo Cepea.
Mandioca
No setor da mandioca, a demanda por raiz segue retraída, especialmente no segmento de fécula. De acordo com agentes dessas unidades produtivas, a capacidade de esmagamento está limitada devido aos consideráveis estoques disponíveis. Paralelamente, a colheita da mandioca avança de forma contida, devido à menor disponibilidade de áreas.
Os preços da matéria-prima da mandioca continuam sob pressão. Nesse contexto, a média do Cepea registrou uma queda pelo décimo período consecutivo, encerrando abaixo de R$ 575 por tonelada (ou R$ 1 por grama de amido), um patamar que não era observado desde outubro de 2021.