Fevereiro começa com boas confirmações para a carne bovina

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Fevereiro começa com boas confirmações para a carne bovina
Foto: Reprodução

O mês de fevereiro começa com boas expectativas para a precificação do bezerro, boi magro e boi gordo. Além de confirmar que o principal concorrente do Brasil (Estados Unidos) no mercado internacional da carne bovina (e que também é um grande importador) está com o menor estoque bovino desde 1951. Fevereiro confirma também que alguns fornecedores da China não vão conseguir cumprir as cotas, mas os chineses não vão abrir para o Brasil.

Elevações para o mercado de reposição não têm parado no Brasil, fator que impulsiona toda a cadeia produtiva pecuária, através das valorizações para o mercado do bezerro e boi magro. De acordo com o Cepea, janeiro encerrou com o bezerro na marca de R$ 3.091,73, ganho de 1% no acumulado do mês. O cenário para gado magro não é diferente, as valorizações existem e têm representando um impacto maior na conta do invernista.

Do outro lado, boi gordo, vive nos últimos 12 dias um momento de melhor vigor, depois de pressões em diversas praças produtoras, com o argumento da salvaguarda da China. Contudo, o pecuarista vendeu menos e as escalas foram reduzindo um pouco, mesmo em um cenário de menor consumo doméstico, queda forte no preço da carne frango, entre outros fatores. O fato é que no mercado futuro e físico o boi gordo reage e traz expectativas bem melhores.

Uma notícia positiva veio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que confirmou na última semana de janeiro que rebanho norte-americano é o menor desde 1951, na verdade, podemos afirmar que o contingente é o menor desde quando o levantamento do rebanho começou a ser feito. Atualmente, são 86,2 milhões de cabeças. Trata-se de uma informação excelente para o Brasil, que ganha cada vez mais o mercado dos EUA, enquanto o produto norte-americano perde competitividade no cenário internacional.

Eu falei da salvaguarda da China hoje? Pois é, na nossa madrugada de segunda-feira, os chineses informaram que não vão direcionar o volume não ocupado por outros originadores de carne bovina, com o produto brasileiro. A questão surgiu porque vários países não vão cumprir a cota, o que abriria a possibilidade, animando a indústria exportadora brasileira. Entretanto, foi rechaçada pela autoridade chinesa. Em 2025, o Brasil exportou 1.650 milhão de toneladas de carne bovina para a China, em 2026, a cota determinada é de 1.100 milhão de toneladas, o que passar disso, pagar mais uma tarifa de 55%.


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